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Justiça vai desarquivar inquérito da morte da mãe de Bernardo

Ministério Público de Três Passos (RS) requereu à Justiça o desarquivamento do inquérito policial instaurado com o objetivo de apurar as circunstâncias da morte de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo Boldrini; ela morreu em fevereiro de 2010, após um disparo de arma de fogo efetuado no consultório médico do marido, Leandro Boldrini; o desarquivamento do inquérito foi solicitado pela família em meio às diligências sobre a morte do seu filho, Bernardo Boldrini, encontrado em abril do ano passado dentro de um saco plástico, em Três Passos; o pai do garoto, a madrasta e outras duas pessoas foram presas

Ministério Público de Três Passos (RS) requereu à Justiça o desarquivamento do inquérito policial instaurado com o objetivo de apurar as circunstâncias da morte de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo Boldrini; ela morreu em fevereiro de 2010, após um disparo de arma de fogo efetuado no consultório médico do marido, Leandro Boldrini; o desarquivamento do inquérito foi solicitado pela família em meio às diligências sobre a morte do seu filho, Bernardo Boldrini, encontrado em abril do ano passado dentro de um saco plástico, em Três Passos; o pai do garoto, a madrasta e outras duas pessoas foram presas (Foto: Leonardo Lucena)

Rio Grande do Sul 247 - O Ministério Público (MP) de Três Passos requereu nesta segunda-feira (18) à Justiça o desarquivamento do inquérito policial instaurado com o objetivo de apurar as circunstâncias da morte de Odilaine Uglione, mãe do menino Bernardo Boldrini. Ela morreu em fevereiro de 2010, no Hospital de Caridade da cidade, após um disparo de arma de fogo efetuado no consultório médico do marido, Leandro Boldrini.

A pedido da mãe da vítima, o MP pretende confrontar as diligências oficiais com as perícias particulares juntadas aos autos realizadas, segundo o Correio do Povo. Na suposta nova versão do fato, a secretária do consultório teria confeccionado a carta suicida. Outros exames particulares, de outubro passado, sinalizaram que o tiro teria sido efetuado por outra pessoa.

"Essa versão do fato não foi cogitada à época. Assim, com o intuito de se confrontar essa nova versão, amparada em documentos unilaterais confeccionados a pedido de parte interessada, impõe-se a realização de perícias e diligências oficiais, por órgãos que detenham atribuição legal para esse fim", afirmou a promotora Silvia Inês Miron Jappe.

O MP também requereu outras diligências para a polícia, entre elas uma perícia grafodocumentoscópica na carta suicida, reprodução simulada dos fatos, horário do fato, oitiva de pessoas que estavam no consultório no dia do crime e que compareceram ao local depois do crime.

O desarquivamento do inquérito da morte de Odilaine Uglione foi solicitado pela família em meio às diligências sobre a morte do seu filho, Bernardo Boldrini, encontrado no dia 14 de abril, dez dias após o seu desaparecimento, dentro de um saco plástico, em Três Passos.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul obteve um vídeo em que Graciele Ugulini, madrasta do garoto, afirmou: "tu não sabe do que eu sou capaz. Eu prefiro apodrecer na cadeia do que ficar vivendo nesta casa contigo incomodando" (leia mais aqui). Além de Graciele, foram presos o pai do garoto, Leandro Boldrino, a assistente social Edelvania Wirganovicz e seu irmão Evandro Wirganovicz.