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Kalil cobra mais recursos federais para o Incor

Segundo o cardiologista Roberto Kalil Filho, presidente do Incor do Hospital das Clínicas, “o SUS (Sistema Único de Saúde) trouxe inegáveis avanços para a saúde brasileira e é um dos melhores programas sociais que o país já criou. Seu modelo de financiamento, no entanto, é arcaico, não acompanhou a evolução da medicina”

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Segundo o cardiologista Roberto Kalil Filho, presidente do Incor do Hospital das Clínicas, “o SUS (Sistema Único de Saúde) trouxe inegáveis avanços para a saúde brasileira e é um dos melhores programas sociais que o país já criou. Seu modelo de financiamento, no entanto, é arcaico, não acompanhou a evolução da medicina” (Foto: Roberta Namour)
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247 – O cardiologista Roberto Kalil Filho, presidente do Incor do Hospital das Clínicas, defende em artigo maior repasse de recursos federais ao sistema público de saúde.

“O SUS (Sistema Único de Saúde) trouxe inegáveis avanços para a saúde brasileira e é um dos melhores programas sociais que o país já criou. Seu modelo de financiamento, no entanto, é arcaico, não acompanhou a evolução da medicina”, disse.

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Leia abaixo o artigo e Kalil sobre o assunto:

Ancorado no passado

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Nos últimos anos, o Incor passou por um processo de recuperação e vem colhendo resultados positivos em assistência, pesquisa e ensino

O SUS (Sistema Único de Saúde) trouxe inegáveis avanços para a saúde brasileira e é um dos melhores programas sociais que o país já criou. Seu modelo de financiamento, no entanto, é arcaico, não acompanhou a evolução da medicina nos últimos 25 anos, tampouco está em conformidade com o atual cenário do país. Nesse sentido, o sistema está ancorado no passado.

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Os tratamentos avançaram, novas e modernas tecnologias foram surgindo, centros de excelência foram criados e a expectativa de vida aumentou, trazendo novos desafios.

Décadas atrás, as pessoas morriam antes de terem câncer. As doenças do sistema cardiovascular eram descobertas tardiamente, com altas taxas de mortalidade, não havia um sistema organizada de transplantes de órgãos.

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Tudo isso mudou desde então, mas não houve um trabalho efetivo visando corrigir distorções que limitam a assistência, colocando milhares de brasileiros em situação de penúria, nas filas de consultas, exames e, principalmente, cirurgias.

Hoje há centros públicos de excelência em saúde no Brasil, com medicina do mais alto nível, comparada a hospitais de renome internacional e com tecnologia avançada. E é fundamental incentivar a criação de outros tantos centros especializados para a efetiva regionalização do atendimento.

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É fato que os recursos para a saúde são finitos e sempre serão, mas há de se repensar o financiamento de uma área crucial e que, no Brasil, apresenta inúmeros gargalos. Sem aporte de mais recursos por governos será inviável manter a qualidade dos serviços e atender à demanda crescente por atendimentos.

O Incor (Instituto do Coração) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), referência nacional em medicina cardiorrespiratória, em São Paulo, vem combatendo a carência de recursos com a profissionalização da gestão e aumento do controle de processos e de qualidade.

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Nos últimos anos, a instituição passou por um processo de recuperação e vem colhendo resultados positivos, nas áreas de assistência, pesquisa e ensino.

O número de transplantes realizados no Incor aumentou 67% entre 2011 e 2013. Em 2014, foram 96 cirurgias desse tipo, 26% a mais do que no ano anterior. O total de exames laboratoriais chegou a 3,3 milhões em 2013, contra 2,3 milhões em 2007. No mesmo período, o número de cirurgias cardíacas e torácicas pulou de 3,5 mil anuais para 4,5 mil. Os artigos científicos produzidos pela instituição passaram de 353 em 2010 para 399 em 2013.

Implantamos um sistema de metas de cirurgias para as equipes, bem como um núcleo de gerenciamento de leitos para dar maior eficácia aos tratamentos e ampliar a rotatividade, garantindo assim, mais internações.

Em outubro de 2013 entregamos o novo Centro de Pesquisa Clínica e Medicina Translacional, que dará suporte a cerca de mil estudos clínicos em andamento no Instituto do Coração e a outros cuja fase em seres humanos deverá ter início nos próximos anos.

Visando modernizar suas instalações e adequar o atendimento à atual demanda, entregaremos em 2016 o bloco 3 do Incor, o que permitirá a atualização tecnológica e aumento da estrutura da Clínica de Emergência, Unidade de Internação em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, Hospital-Dia e Central de Endoscopia Digestiva e Respiratória.

Com planejamento e ousadia, estamos preparando o InCor para o futuro. Esperamos poder contar com o imprescindível apoio do governo federal para manter o padrão de excelência para continuar atendendo com qualidade os cidadãos paulistas e brasileiros que necessitam de cuidados especializados.

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