Kassab à frente de Suplicy deve ser a surpresa de 2014
Pesquisas internas dos partidos já sinalizam eventual empate entre os candidatos Gilberto Kassab, do PSD, e Eduardo Suplicy, do PT, na disputa ao Senado, em São Paulo; os dois, no entanto, ainda estariam atrás do tucano José Serra; pesquisas dos institutos para o Senado, nos últimos anos, têm sido marcadas por erros colossais; em 2006, Guilherme Afif aparecia mais de 30 pontos atrás de Suplicy e quase o derrotou; em 2010, Aloysio Nunes, que venceu a disputa, era o terceiro há uma semana da disputa; 2014 também deve apresentar surpresas, mas o fato é que, pela tendência, Kassab tem mais chances de derrotar Serra do que Suplicy
SP 247 - Em 2006, na disputa ao Senado, em São Paulo, a contagem dos votos revelou um erro brutal dos institutos de pesquisa. O então candidato Guilherme Afif Domingos, que aparecia mais de 30 pontos atrás de Eduardo Suplicy no dia da eleição, foi derrotado por uma margem estreita – situação que talvez tivesse sido diferente se as pesquisas retratassem a realidade.
Quatro anos depois, novo erro crasso. O tucano Aloysio Nunes Ferreira, que venceu a disputa, aparecia em terceiro lugar a uma semana da disputa e as pesquisas só foram ajustadas na reta final.
Agora, levantamentos internos dos partidos captam uma tendência semelhante, que envolve José Serra, do PSDB, Eduardo Suplicy, do PT, e Gilberto Kassab, do PSD. Embora o Ibope tenha apontado Kassab com 5%, na mesma semana o Datafolha cravou 10% das intenções de voto – ou seja, uma diferença de 100%. E os dados internos das campanhas apontam que o ex-prefeito de São Paulo já tem algo entre 15% e 20%. Ou seja: ele estaria bem mais próximo de Suplicy, que, em tendência de queda, já estaria se aproximando dos 20%.
Saber se Kassab irá ultrapassar ou não Suplicy ainda é um exercício de futurologia, mas o fato é que as pesquisas atuais do Datafolha e, sobretudo, do Ibope, atendem aos interesses do tucano José Serra, que enxerga em Suplicy, há 24 anos no Senado, um adversário mais fácil de ser batido.
Se as pesquisas já indicassem que Kassab representa o voto útil para derrotar Serra, o quadro poderia se alterar em São Paulo. Especialmente porque uma ala significativa do PT, grata pelo apoio do PSD à reeleição da presidente Dilma Rousseff, que foi decisivo quando Aécio Neves cortejava Henrique Meirelles para ser seu vice, também prefere Kassab a Suplicy.