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Kátia: "Nem Jesus agradou a todo mundo"

Alvo de críticas por parte de movimentos sociais e de ambientalistas, sob o argumento de agir em favor dos interesses dos ruralistas, a nova ministra da Agricultura, senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), disse que "nem Jesus Cristo agradou todo mundo"; "Nós vivemos numa democracia, nem Jesus Cristo agradou todo mundo. E eu também não pretendo. A unanimidade é burra. Estou acostumada com democracia e as críticas, e sou tolerante a todas elas", afirmou a peemedebista

Pauta: reuni�o para delibera��o de requerimentos da Comiss�o Parlamentar de Inqu�rito (CPI) mista destinada a investigar pr�ticas criminosas de Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, e suas rela��es com agentes p�blicos e privados, desv (Foto: Leonardo Lucena)

Tocantins 247 – Alvo de críticas por parte de movimentos sociais e de ambientalistas, sob o argumento de agir em favor dos interesses dos ruralistas, a nova ministra da Agricultura, senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), disse que "nem Jesus Cristo agradou todo mundo". A declaração também foi uma resposta a críticas de petistas à parlamentar.

"Nós vivemos numa democracia, nem Jesus Cristo agradou todo mundo. E eu também não pretendo. A unanimidade é burra. Estou acostumada com democracia e as críticas, e sou tolerante a todas elas", afirmou a peemedebista, nesta quinta-feira (1), na chegada ao Congresso Nacional para a posse da presidente Dilma Rousseff (PT).

De acordo com a nova ministra, sua atuação no comando da pasta será marcada pelo diálogo. Kátia afirmou que ouvirá todos os setores e permitirá a participação da iniciativa privada.

"Eu sempre digo que se o ministério não atrapalhar, o agronegócio vai bem, obrigada. Tenho que me esforçar para que o ministério não atrapalhe. Temos que facilitar a vida do produtor e não criar dificuldade", disse.

Com origem política nos movimentos sociais que lutam pela reforma agrária, o ex integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), deputado federal Valmir Assunção (PT), classificou Kátia Abreu como "porta-voz do latifúndio" a um site baiano.

"A indicação da senadora para o cargo, que não teve o apoio total nem do seu próprio partido (o PMDB), é o símbolo do combate à reforma agrária, do ataque ao território indígena e quilombola, da legislação que preserva o meio ambiente. A nomeação dela é um retrocesso", disparou (leia mais aqui).

Quem também já disparou críticas contra a senadora foi o coordenador nacional do MST, Alexandre Conceição, após o encontro com a presidente Dilma, na primeira quinzena de dezembro passado. "Kátia Abreu representa o agronegócio, o atraso, o trabalho escravo. E representa, principalmente, em seu Estado a grilagem de terra", disse Alexandre Conceição, coordenador nacional do movimento, após o encontro (leia mais aqui).