Lá vem o Brasil descendo a montanha

Sem alarde, esquiadores nativos vm colhendo bons resultados no exterior



Muita gente não sabe, mas o Brasil conta com uma confederação de esportes na neve, a CBEN. Não, a entidade não tem sede em São Joaquim, na serra catarinense, um dos raros pontos do mapa nacional onde ocorrem, vez ou outras, precipitações de flocos de água congelada. Instalado no bairro da Vila Olímpia, na zona sul de São Paulo, o quartel-general da CBEN vem sendo palco de frequentes comemorações, por conta dos bons resultados conquistados por atletas nativos em competições internacionais.

Uma das façanhas mais recentes, e uma das maiores da modalidade no País, foi alcançada por Luci Arnhold, que completou 61 anos em 14 de fevereiro. Duas semanas depois, a esquiadora paulistana fechava em grande estilo sua participação no Campeonato Mundial Masters de Esqui Alpino em Arcalis, no Principado de Andorra. Luci trouxe dos Pirineus medalhas em todas as provas que disputou na categoria C-7: bronze no Slalom Gigante e no Slalom Super Gigante, e prata no Slalom. “O Brasil participa de Mundiais Masters desde 1999 e nunca havia obtido uma medalha na competição. Esta edição entra para a história”, festejou à época, em dose dupla, Stefano Arnhold, presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) e marido de Luci.

A garotada também vem mostrando serviço montanha abaixo. As duplas formadas por Francisco e Elza Nobre, Nathan e Esmeralda Alborghetti e Michel e Tobias Macedo, todos eles na faixa de 11 a 15 anos, encerraram na primeira quinzena do mês uma boa e puxada temporada em pistas do hemisfério norte – Andorra, Canadá, Eslovênia, Turquia, Itália e França. Eles disputaram, no total, 45 provas nas modalidades de Slalom, Slalom Gigante, Super Gigante e Super Combinado, em sete torneios.

O grande destaque da turminha foi Esmeralda, de 12 anos, que em 28 de janeiro faturou a primeira medalha da história do País em competições de Slalom Super Gigante ao terminar em terceiro no Troféu Borrufa, em Andorra, com a presença de 300 atletas de mais de 30 países. Em fevereiro, a garota subiu um degrau no pódio, alcançando o segundo posto na prova de Slalom Gigante na Copa Bursa Uludag, realizada na Turquia.

A médio prazo, Natália e seus colegas são a grande aposta do Brasil para realizar o sonho da conquista de uma medalha em Olimpíadas de Inverno. A trajetória do País na competição se iniciou em 1992 e teve como melhor momento, até agora, o nono lugar alcançado por Isabel Clark no Snowboard nos jogos de 2006, em Turim. Para quem considera a missão inexequível, vale lembrar que os atletas brasileiros lideram grande parte dos rankings latino-americanos de esportes da neve, superando os gelados Chile e Argentina, principalmente no Snowboard e no Cross Country Ski. Imagine se eles contassem com uma encostazinha só dos Andes em seu quintal...

Confira a atuação da garota Esmeralda Alborghetti na prova Slalom Super Gigante no Troféu Borrufa, em Andorra, na qual ela conquistou a medalha de bronze

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