Larissa e amigas comemoram: Paraguai na final

Venezuela joga melhor, mas nos pnaltis valeu a estrela do goleiro Villar; 5 a 3 para o Paraguai; deciso da Copa Amrica ser domingo, contra o Uruguai

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Por Márcio Kroehn_247 - Todos esperavam Brasil e Chile, mas foi Venezuela e Paraguai que entraram em campo pelas semifinais da Copa América. Nesse inesperado confronto na cidade de Mendoza, os venezuelanos jogaram melhor com a bola rolando, principalmente no primeiro tempo e em toda a prorrogação: acertaram três bolas na trave, ficaram com um jogador a mais nos minutos finais, mas não conseguiram fazer o gol. Como os brasileiros, que tiveram muitas chances de evitar os pênaltis, a Venezuela não conseguiu. E, nessa disputa, o goleiro Villar levou vantagem e garantiu a vitória por 5 a 3. O Paraguai chega à final do torneio depois de 32 anos e, pela primeira vez, uma equipe que não tem nenhuma vitória disputa a decisão. A final contra o Uruguai, no próximo domingo, será inédita.

Quem começou o jogo no ataque foi o Paraguai. Logo aos 7 minutos, Verón aproveitou cruzamento de Barreto e cabeceou para defesa do goleiro Vega. A partir daí, os venezuelanos equilibraram a partida e começaram a apertar a marcação, dificultando o toque de bola paraguaio. A tática foi utilizada nas quartas de final contra o Chile, e tinha dado certo. Principalmente porque a Venezuela conseguiu fazer seu gol. Porém, com os paraguaios sem espaço e com a Venezuela preferindo marcar a atacar, o jogo ficou sonolento até os 24, quando o paraguaio Valdez encontrou um espaço pela direita, avançou até a grande área e chutou forte, para nova defesa de Vega. Como é impossível fazer marcação forte durante 45 minutos, os venezuelanos diminuíram o ritmo e os paraguaios passaram a dominar a partida e trocar passes. Era um falso domínio, pois o goleiro Vega não precisou trabalhar nenhuma vez. E quando o Paraguai se acostumava com esse estilo de jogo, a Venezuela armou o bote. Aos 35, Cichero tocou de cabeça, a bola foi para o gol, mas o bandeirinha anulou, apontando uma discutida irregularidade. Um assustado Paraguai viu a Venezuela crescer e, novamente, ficar perto de abrir o placar. Antes do final do primeiro tempo, aos 42, Moreno cabeceou no travessão e, no rebote, Rondón chutou para a defesa do goleiro Villar. O 0 a 0 era injusto para os venezuelanos, que viram os paraguaios saírem cabisbaixos para o vestiário.

Quem esperava um segundo tempo emocionante se decepcionou. As duas equipes pareciam querer a prorrogação e os pênaltis. A vontade era que os 45 minutos pudessem ser pulados, porque o jogo ficou feio e nem Paraguai, nem Venezuela criaram chances de gol. A emoção estava, de fato, reservada para o início da prorrogação. E com os venezuelanos dominando as ações: aos 3 minutos, Maldonado fez um bonito domínio na intermediária, driblou e chutou forte. A bola desviou no meio do caminho e bateu na trave direita de Villar. O goleiro paraguaio mostrou que estava com sorte. Aos 5, Arango acertou o travessão, mas no rebote, com dois venezuelanos contra um paraguaio, a bola foi parar justamente no pé do paraguaio Santana. No minuto seguinte, Fedor recebeu boa bola na área, mas tocou fraco para a defesa de Villar.

A Venezuela, que já tinha a vantagem técnica, ficou em vantagem numérica. Aos 12, Santana recebeu o cartão vermelho. Com um paraguaio a menos, os venezuelanos partiriam para cima. Aos 14, Rondón fez um giro na área, bateu forte, mas Villar, mais uma vez, evitou o gol. Para o segundo tempo da prorrogação, o Paraguai tentava, nos primeiros minutos, catimbar e irritar o adversário. O lance mais perigoso dos venezuelanos foi um chute forte de Maldonado, aos 8, que passou perto. E aos 13, Villar foi preciso ao cortar um cruzamento. Final de prorrogação: 0 a 0. Nova disputa de pênaltis para o Paraguai, que jogou menos que os venezuelanos, mas tem no goleiro Villar um de seus destaques – principalmente nos pênaltis:

Paraguai começa na frente, com Ortigoza;

Maldonado 1 a 1, com bola de um lado, goleiro de outro;

Lucas Barrios tira do goleiro Vega, 2 a 1;

O zagueiro Rey empata novamente. E provoca Villar;

Riveros bate bem: 3 a 2. Vega de um lado, bola de outro;

A estrela brilha: goleiro Villar pega o pênalti mal batido de Lucena;

Martinez solta uma bomba, no meio do gol, 4 a 2. A bola tocou no travessão antes de entrar;

Fedor mantém as esperanças venezuelanas: 4 a 3;

Mas Verón bate com força, 5 a 3, e classifica o Paraguai para a final da Copa América.

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