Latuff vê contradição em prisão de ativistas
Chargista Carlos Latuff critica em sua mais recente ilustração para o 247 a prisão dos ativistas contrários ao Mundial de Futebol estabelecendo um contraponto com a soltura do acusado de ser o chefe da quadrilha internacional de cambistas que vendia ilegalmente ingressos dos jogos da Copa, o diretor-executivo da Match Services, Raymond Whelan
247 - O chargista Carlos Latuff critica em sua mais recente ilustração para o 247 a prisão dos ativistas contrários ao Mundial de Futebol estabelecendo um contraponto com a soltura do acusado de ser o chefe da quadrilha internacional de cambistas que vendia ilegalmente ingressos dos jogos da Copa, o diretor-executivo da Match Services, Raymond Whelan.
Dezenove ativistas foram detidos no sábado (12) por suspeita de envolvimento em atos violentos durante protestos nos últimos meses no Rio. A ação, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, cumpriu mandados de prisão temporária, expedidos pela 27ª Vara Criminal da Capital.
Os detidos foram levados para a Cidade da Polícia, no bairro do Jacaré, subúrbio da cidade. Um professor de História, cujo nome não foi divulgado, foi detido em casa, na Urca, zona sul carioca. No imóvel, a polícia encontrou uma máscara de proteção contra gás lacrimogêneo. Em Porto Alegre, a polícia prendeu hoje cedo, na casa do namorado, a ativista Elisa Quadros Sanzi, a Sininho, que deve embarcar no final da tarde no Aeroporto Salgado Filho com destino ao Rio, escoltada por policiais civis fluminenses para cumprir o mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.
Já Ray Whelan foi libertado da 18a. DP (Praça da Bandeira) na última terça-feira (8), após pagar fiança de R$ 5 mil e por determinação de um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). A prisão temporária de cinco dias foi expedida pelo Juizado Especial do Torcedor, mas a desembargadora Marília de Castro Neves Vieira, considerou a prisão ilegal, pois desobedeceu o princípio da proporcionalidade.