Lelê Teles: manchete do Cinform é baseada em 'desinformação'
O jornalista Lelê Teles mostra como uma publicação de Aracaju, com informações falsas, tenta colocar a população contra a gestão do prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB); de acordo com o jornalista, a publicação abusa da desinformação no intuito de fazer propaganda disfarçada de jornalismo contra a atual gestão
Sergipe 247 - O jornalista Lelê Teles comenta a manchete de uma publicação de Aracaju sobre a gestão do prefeito Edvaldo Nogueira. Com informações falsas e não comprováveis, a matéria tenta criticar a gestão do atual prefeito e desinformar a população. Uma legítima fake news, explica o jornalista.
Confira o texto de Lelê Teles na íntegra:
Recebo hoje pelo zap o convite para clicar e abrir o link de um jornal local onde se propagava: “a nova era da notícia.” Fui lá e click.
Bicho, qual não foi a minha surpresa: surgiu uma foto, enorme, do prefeito Edvaldo Nogueira. Sob a testa do prefeito, veja você, um título gritava em caixa alta: DEBOCHE. Huummm.
O lead que sustentava esse título era ainda mais abjeto. Também em caixa altíssima, e sob as barbas do alcaide, o jornal desinforma: “prefeitura de Aracaju comemora corte de gastos às custas do desmonte da máquina pública.” Com mil diabos. Percebi - como não perceber? - que não se tratava de jornalismo, mas de contrapropaganda.
Como assim, desmonte? Só se desmonta algo que está montado. mas todo jornalista sergipano sabe que Edvaldo pegou um monstrengo quando assumiu. Afinal, todos nós sabemos que João Alves foi chutado para fora da prefeitura porque a população percebeu que ele, sim, havia desmontado a máquina pública.
João deixou a prefeitura com uma dívida de meio bilhão de reais, sem poder fazer empréstimos e nem receber recursos de emendas parlamentares e, o pior, sem poder fazer novos contratos. O Negão ainda atrasou o salário dos servidores por 18 meses consecutivos.
Os fornecedores, coitados, já choravam o calote, e até os artistas que se apresentaram no Forró Caju do ano passado ainda estavam à espera de pagamento. As ruas estavam com iluminação precária, com vários pontos cegos, o que colocava em risco a segurança dos cidadãos. E a cidade tinha se tornado uma imensa lata de lixo, com basura pra todo lado.
Esse foi o verdadeiro desmonte da máquina pública para o qual, é sempre bom lembrar, o jornal fechou os olhos. Edvaldo faz exatamente o contrário do que afirma o jornal. ele está pondo a máquina pública para funcionar. Veja o que o jornal omite a seus leitores. Os salários dos servidores nunca mais atrasaram e Edvaldo pagou ainda o mês de dezembro e o 13º que João deixou de pagar. Só aí foram mais de 600 milhões de reais injetados na economia do município.
Edvaldo regularizou o serviço da limpeza urbana, retirou mais de 8 mil toneladas de lixo das ruas e iniciou o processo licitatório para resolver, definitivamente, essa questão.
O jornal também não informa que o município estava sem poder comprar remédios, porque devia a Deus e o mundo. Edvaldo também está a regularizar essa situação, já voltou a ter remédio nos postos e esse serviço será universalizado em pouco tempo. Edvaldo tem demonstrado compromisso com a população e responsabilidade com o dinheiro público, como prometeu aos seus eleitores.
Ainda durante a campanha, em entrevista ao próprio Cinform, Edvaldo afirmou que faria economia e mostraria que era possível fazer mais gastando menos. Mas o jornal parece surpreso e se mostra irritado porque o prefeito comemora os bons resultados. Edvaldo segue tocando obras com a consciência tranqüila e a certeza de estar a fazer um bom trabalho.
Resultado: Aracaju voltou a sorrir porque percebe que as coisas estão melhorando. Talvez isso também ande a irritar certos setores da imprensa local. Tanto é que foi um respeitado jornal de fora, e de circulação nacional, que deu a notícia com entusiasmo, mostrando que Edvaldo faz uma administração eficiente. Onde o desmonte?
E oh, a prefeitura não fez economia tirando remédio dos postos, como sugere a contrapropaganda do jornal, isso é uma fraude. A economia foi feita cortando custeio. Os cargos comissionados foram cortados pela metade, agora na prefeitura só fica quem efetivamente trabalha; cortou-se despesas com transporte, hospedagem, diárias, luz, telefone, água e em consultorias.
E tem mais. O jornal ouviu quatro pessoas. Porém, as quatro diziam a mesma coisa e tinham o mesmo ponto de vista. Essa é uma forma de tentar enganar o leitor que, ouvindo diversas vozes, acredita estar a ouvir vozes diversas. Porém, faltou diversidade na matéria do Cinform.
Os caras ouviram somente um lado e, por essa seletividade, eles omitiram informação e emitiram uma opinião. Um dos entrevistados, economista, reclamava que os fornecedores, que receberam calote da administração passada, haviam feito uma negociação com a prefeitura abrindo mão de 30% do que lhes era devido.
Será que o economista queria que a prefeitura fizesse uma negociação e saísse perdendo? Uma outra, também economista, ouvida pelo jornal perguntou se Edvaldo fazia economia para guardar o dinheiro debaixo do colchão. Veja o nível do disparate.
A matéria reclama, ainda, que enquanto a prefeitura faz economia a cidade está esburacada. Coleguinhas, está em pleno andamento a operação tapa-buraco, vocês sabem que a administração passada deixou cidade cheia de crateras.
Com a economia que fez e com a regularização do pagamento a fornecedores, a prefeitura botou merenda em todas as escolas - e nutricionistas para garantir a qualidade do que as nossas crianças comem –, voltou a poder comprar remédios e regularizou a coleta de lixo. Praças estão a ser reformadas e a escola municipal Carvalho Neto está sendo reformada e ampliada.
A prefeitura vai abrir agora um processo seletivo para contratar 220 profissionais para a saúde, entre médicos, enfermeiros, atendentes e auxiliares. A prefeitura aguarda, também, a liberação de R$ 50 milhões de um empréstimo feito junto à Caixa para tocar 20 obras estruturantes da zona norte à zona sul da cidade. Onde o desmonte?
O jornal eletrônico parece preocupadíssimo com o fato de a prefeitura ter feito propaganda comemorando o resultado positivo, na economia que fez nas contas públicas, identificado pelo Valor Econômico. E deixa isso bem claro ao escrever um editorial e uma matéria com a nítida intenção de desacreditar a população e tentar inculcar a idéia de que o prefeito está a mentir.
E digo mais, o slogan do jornal está corretíssimo: “a nova era da notícia.” Todos nós sabemos que essa é a era das fake news, das notícias falsas ou da propaganda disfarçada de jornalismo.
O wikileaks define assim uma fake news: “Notícias falsas escritas e publicadas com a intenção de enganar, a fim de obter ganhos financeiros ou políticos, muitas vezes com manchetes sensacionalistas, exageradas ou evidentemente falsas para chamar a atenção.”
Pra finalizar. Entre o editorial e a matéria, há uma propaganda do próprio Cinform que diz assim: “Não dá pra acreditar em tudo que se vê na internet, até agora.” Nisso aí eu concordo. Palavra da salvação.