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Lentidão, tumulto e romance marcam 1º dia

Audiências da Operação Monte Carlo em Goiânia consomem 10 horas com apenas duas das 14 testemunhas. Cachoeira esconde-se em banco de carro na saída, que sofre colisão. Antes, Andressa faz apelo a juiz e consegue 15 minutos com o marido, a quem fez juras de amor

Lentidão, tumulto e romance marcam 1º dia (Foto: Folhapress)
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Goiás 247 – O primeiro dia de audiências do processo que investiga o esquema de jogo ilegais comandado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira teve tumulto e batida de veículos no final, falta de objetividade e lentidão nos depoimentos das duas testemunhas de acusação que, depois de 10 horas, estrangularam a agenda na 11ª Vara da Justiça Federal de Goiânia, e um inusitado apelo da mulher do bicheiro, Andressa Mendonça, ao juiz Alderico Rocha para que tivesse alguns minutos com o amado – que, afinal, acabou por conseguir.

Depois de 10 horas de depoimentos, suficientes para ouvir apenas duas das 14 testemunhas previstas para ontem, o que acabou por mais chamar a atenção foi a saída cinematográfica de Carlinhos Cachoeira, que se deitou no banco de trás do veículo que o conduzia e escondeu o rosto para não ser fotografado. Mas o motorista acabou por atingir outro carro da Polícia Federal, uma colisão que provocou susto entre os presentes.

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Antes, Andressa Mendonça, mediante negativa do juiz à advogada, acabou por levantar as mãos durante uma das audiências e conseguiu um encontro de 15 minutos com Carlinhos Cachoeira. Antes, ela tinha visto o marido por míseros cinco minutos. Os dois se limitaram a falar “coisas de casal”, de acordo com o portal G1 GO.

As audiências prosseguem nesta quarta-feira (25), a partir das 9h, oportunidade em que o juiz Alderico Rocha vai insistir na dispensa de pelo menos duas das 12 testemunhas que ainda precisam ser ouvidas. Operação Monte Carlo, desencadeada após 15 meses de investigação presidida pelo Ministério Público Federal em Goiás e pela Polícia Federal no Distrito Federal, desarticulou o esquema de jogos ilegais. Para hoje estavam previstos os depoimentos de sete réus: Além do bicheiro Carlinhos Cachoeira, Gleyb Ferreira da Cruz, Idalberto Matias de Araújo, o Dada, José Olímpio de Queiroga Neto, Lenine Araújo de Souza, Raimundo Queiroga e Wladmir Garcez. Mas pode ser adiado. Restam ainda da pauta de ontem duas testemunhas de acusação e 10 de defesa.

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DEPOIMENTOS

Ontem foram ouvidos os agentes da Polícia Federal Fábio Alvarez Shor, por três horas, e Luiz Carlos Pimentel, cujo depoimento se estendeu por sete horas, deu  margem a novas dúvidas e consumiu o tempo no primeiro dia 11ª Vara da Justiça Federal de Goiânia.

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A performance de Pimentel, testemunha de acusação indicada pelo Ministério Público Federal, irritou o juiz Alderico Rocha. Em pelo menos quatro ocasiões, ele repreendeu o agente porque insistia em chamar o grupo de “organização criminosa”. Também pediu que fosse mais direto nas respostas.   “Pimentel, você não sabendo, tem de dizer que não sei. Quanto mais fala, mais da margem a questionamento”, disse o juiz.

Luiz Carlos detalhou como os policiais faziam as escutas telefônicas que eram interceptadas pelo período de 15 dias. A identificação de que o grupo do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, utilizava celulares Nextel habilitados no exterior foi feita pelas escutas no sistema Guardião da PF.

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O agente federal negou ainda que o delegado da PF Fernando Byron tivesse sido infiltrado pela PF no grupo do contraventor Carlinhos Cachoeira. Disse que não existia “nenhum indício” neste sentido e que “a infiltração requer autorização judicial”.

Primeiro a depor, o agente da Polícia Federal Fábio Alvarez Shor disse que o agente Wilton Tapajós, assassinado na terça-feira (17) em um cemitério de Brasília, foi abordado por um policial militar durante as investigações que apuraram as ligações de Carlinhos Cachoeira com jogo ilegal.

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Segundo ele, havia encontros frequentes de membros da organização de Cachoeira com policiais militares. Policiais civis e militares recebiam dinheiro, e o pagamento era feito pelo ex-sargento da aeronáutica, Idalberto Matias de Araújo, o Dada, afirmou. Delegados da Polícia Civil eram pagos por Lenine Araújo, contador de Cachoeira, por meio de Sônia Regina de Melo, servidora pública da Delegacia Regional de Luziânia, uma das 81 pessoas denunciadas pelo Ministério Público Federal na Operação Monte Carlo.

 

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