Lídice: ‘PEC do Teto acorrenta a economia brasileira’

Contrária à PEC do Teto, que estabelece um limite máximo para gastos na administração pública, a senadora baiana Lídice da Mata (PSB) disse que a medida vai corroer a economia brasileira; "A PEC é antidemocrática, pois constitucionaliza uma regra fiscal. Isso não se vê em nenhum país do mundo. Essa regra acorrenta a economia brasileira por 20 anos e os liberais vêm aqui aplaudir", disse a socialista; para Lídice, a PEC coloca o Brasil em um caminho diferente das demais "grandes nações"; "A presidente Dilma Rousseff não se elegeu com esse programa de governo. O governo atual rasga a Constituição de 1988 com essa PEC", afirmou Lídice da Mata

Senadora Lídice da Mata (PSB-BA) comemora a decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), de tombar o Teatro Castro Alves e o terreiro de candomblé Ilê Axé Oxumaré, ambos em Salvador
Senadora Lídice da Mata (PSB-BA) comemora a decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), de tombar o Teatro Castro Alves e o terreiro de candomblé Ilê Axé Oxumaré, ambos em Salvador (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - Contrária à Proposta de Emenda à Constituição que estabelece um limite máximo para gastos na administração pública, incluindo áreas como saúde e educação (conhecida como PEC do Teto) a senadora baiana Lídice da Mata (PSB) disse que a medida vai corroer a economia brasileira.

"A PEC é antidemocrática, pois constitucionaliza uma regra fiscal. Isso não se vê em nenhum país do mundo. Essa regra acorrenta a economia brasileira por 20 anos e os liberais vêm aqui aplaudir", disparou a socialista em discurso na hora da votação.

Para Lídice, a PEC coloca o Brasil em um caminho diferente das demais "grandes nações". A senadora também classificou a medida como recessiva. "A presidente Dilma Rousseff não se elegeu com esse programa de governo. O governo atual rasga a Constituição de 1988 com essa PEC", afirmou Lídice da Mata.

A senadora ainda chamou de "camisa de força" o ajuste fiscal proposto pelo governo de Michel Temer, e também questionou a proposta de Reforma da Previdência, propondo um referendo popular para as duas medidas.

"Está se colocando no ombro do trabalhador brasileiro o peso do enfrentamento da crise. Como um governo que tem todos os membros do seu gabinete aposentados com menos de 50 anos propõe o aumento da idade mínima da aposentaria?", questionou a senadora baiana.

A matéria teve voto favorável dos outros dois senadores baianos, Otto Alencar (PSD) e Roberto Muniz (PP).

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