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Longas oitivas suspendem sessão do Cachoeiragate

Depoimento de Cachoeira deve ser adiado; 14 testemunhas estavam previstas para esta terça-feira, mas apenas duas foram ouvidas; audiência será retomada na quarta; policiais federais confirmaram a influência do grupo nas polícias do GO

Longas oitivas suspendem sessão do Cachoeiragate (Foto: Edição/247)

Brasília 247 – Com a média de três horas por depoimento, a audiência do caso Cachoeira não conseguiu ouvir todas as 14 testemunhas em um dia. A sessão foi suspensa por volta das 19h e vai ser retomada na manhã de quarta-feira 25.

A decisão foi tomada a partir de um pedido dos advogados de defesa, que alegaram que se as oitivas seguissem noite a dentro todos estariam muito cansados no outro dia, o que poderia prejudicar os trabalhos.

Durante os depoimentos, era visível a estratégia da defesa de prolongar as oitivas o máximo possível, chegando até a tumultuar a audiência.
As testemunhas devem ser reduzidas para, no máximo, dez pessoas. O Ministério Público pediu a dispensa de dois policiais federais.

O tão esperado depoimento de Carlinhos Cachoeira deve ficar para quinta-feira 26, sendo adiado em um dia. Segundo familiares, o contraventor está cerca de 18 quilos mais magro.

Influência na polícia

Tanto o policial federal Fábio Alvarez quanto o agente Luiz Pimentel confirmaram o envolvimento das polícias, militar e até federal, com o grupo de Cachoeira.

Alvarez contou que as propinas pagas aos agentes dos órgãos de segurança eram chamadas de "assistência social". Casa de bingos e Carlinhos Cachoeira também tinham apelidos, pizzaria e líder respectivamente.

Outra informação importante dada por Fábio é que o policial federal executado no dia 16, em Brasília, Wilton Tapajós, foi abordado pela PM durante a Operação Monte Carlo. Alvarez disse que também precisou dar explicação aos militares.

Por sua vez, Pimentel contou sobre os encontros do delegado da Polícia Federal, Fernando Brayon, com o contraventor.

Com informações da CBN.