Lucimara: "João abandonou Aracaju". Agnaldo: "afastamento é legal"
Licença de 45 dias solicitada pelo prefeito João Alves Filho (DEM) e aprovada pelos vereadores continuou repercutindo ontem na Câmara de Aracaju; a vereadora Lucimara Passos (PC do B), disse o prefeito "abandonou de vez" a cidade; aliados saíram em defesa do prefeito; líder da bancada governista, Agnaldo Feitosa (PR) disse que o pedido de afastamento do prefeito é legal; "Não ficamos sem prefeito. José Carlos Machado assume e é um político com larga experiência", rebateu
Sergipe 247 - A licença de 45 dias solicitada pelo prefeito João Alves Filho (DEM) e aprovada pelos vereadores continuou repercutindo ontem na Câmara de Aracaju. A vereadora Lucimara Passos (PC do B), disse o prefeito "abandonou de vez" a cidade. Aliados saíram em defesa do prefeito.
Lucimara considera que Aracaju está em crise e, agora, sem o comando daquele que foi eleito pelo povo para governar o município, a situação tende a pior. "A cidade está na inércia, estamos com a sensação que não existe gestor. Faltam medicamentos nos postos, condições de trabalho aos profissionais e as ruas cheias de buracos", afirmou a parlamentar, acrescentando que João "foi eleito para ser prefeito, não para se esconder e fazer campanha".
O líder da bancada governista, Agnaldo Feitosa (PR), disse que o pedido de afastamento do prefeito é legal. "Não ficamos sem prefeito, José Carlos Machado assume e é um político com larga experiência", disse. O vereador, no entanto, reconheceu que o prefeito João Alves Filho "falta resolver questões do dia-a-dia, como tapar os buracos da cidade", mas disse que ele tem feito "grandes realizações".
O vereador Iran Barbosa contestou. Ele considera "inconveniente" a licença diante do quadro de problemas vividos pela população aracajuana. "Quem foi eleito para ser prefeito foi João Alves Filho", frisou. O vice-líder do prefeito, Anderson de Tuca (PRTB) ressaltou que não ver problemas no afastamento de João Alves e que essa é uma oportunidade para o vice-prefeito assumir o comando da cidade. O vereador Renilson Félix (DEM) disse que João "deu uma lição de democracia e respeito à coisa pública".
