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Lupi, o pesadão, não sai mesmo do ringue!

"Baleado" por vrias frentes, ministro do Trabalho se mantm no cargo, comprovando a fama que alardeou no incio da crise; apesar das denncias, conseguiu unidade do PDT e apoio da maioria das centrais sindicais; no entanto, ele s est sendo preservado porque Dilma quer adiar substituio para 2012

Lupi, o pesadão, não sai mesmo do ringue! (Foto: DIDA SAMPAIO/AGÊNCIA ESTADO)
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Evam Sena_247, em Brasília – Os adversários políticos podem falar o que quiser do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT). Acusá-lo de ter viajado em avião particular de presidente de ONGs que têm convênio com a pasta. Denunciar que seus assessores cobram propina para legalizar sindicatos. Condenar o fato de Lupi ter sido funcionário fantasma na Câmara dos Deputados entre 2000 e 2006, quando não exercia cargo público.

Uma coisa, porém, não dá para negar: o atual ministro do Trabalho tem mesmo força política. Lupi é pesadão, como havia alardeado no início da crise na pasta que comanda. Embora tenha nas suas costas várias denúncias e divergências com correligionários, ele se mantém no cargo e é o ministro envolto em escândalos que mais tem durado na corda bamba = desde a revelação, em setembro, de que o ex-chefe de gabinete e tesoureiro do PDT, Marcelo Panella, fazia repasses irregulares do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) para ONGs conveniadas.

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Apesar da dissidência de pedetistas, como os senadores Pedro Taques (MT) e Cristovam Buarque (DF) e o deputado Reguffe (DF), Lupi, presidente licenciado da legenda, conseguiu contornar o racha partidário e enquadrar o PDT a seu favor. Um dia antes de encontro com os correligionários, na semana passada, o presidente interino, deputado André Figueiredo, havia pedido a saída de Lupi do ministério. Depois da reunião, o partido fechou unidade, embora não tenha divulgado nota oficial.

Cooptadas ou não, centrais sindicais não retiraram o apoio ao ministro. Lupi conta com o suporte da Força Sindical, comandada pelo deputado Paulinho da Força (PDT-SP), e da União Geral dos Trabalhadores (UGT). Ligada ao PT, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) se vê prejudicada com a ocupação de postos-chave por indicados do PDT e tenta retomar a pasta, sobre a qual teve influência no início do governo Lula.

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Peso pesado, o principal motivo para Lupi se manter no cargo apesar do tiroteio não é a falta de "bala" contra ele. Atribui-se essa preservação do ministro à tentativa da presidente Dilma Rousseff de adiar mudanças ministeriais para a anunciada reforma em janeiro do ano que vem. A presidente quer evitar o assédio de outros partidos pela pasta, num cenário de insatisfações por espaço no governo entre as legendas da base aliada.

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