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Mabel é "paraquedista de liderança", diz Bacelar

Afirmativa do parlamentar baiano João Carlos Bacelar (PR) é sobre ação do peemedebista Sandro Mabel (GO) de que ele seria um dos deputados que teriam deixado o mandato para que seus respectivos suplentes do PMDB assumissem com objetivo de votar em seu então correligionário e adversário Eduardo Cunha (RJ), que saiu vitorioso da disputa pela liderança do partido na Câmara; "Se eu fosse do PMDB, votaria em Eduardo, que é o homem mais inteligente do Congresso e não é um paraquedista de liderança como o Sandro"

Mabel é "paraquedista de liderança", diz Bacelar

Bahia 247

Dois baianos estão entre os motivos alegados pelo deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) para ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo anulação do pleito que elegeu seu correligionário Eduardo Cunha (RJ) líder do PMDB na Câmara Federal.

Mabel alega que a eleição foi feita por meio de "manobras políticas, o que contraria o regimento interno da Casa e a Constituição". Segundo reportagem da Folha de São Paulo, a ação diz que deputados federais de outros partidos se afastaram dos cargos para possibilitar a posse ilegal de suplentes do PMDB, que votariam em Cunha.

E aponta que os suplentes assumiram os cargos no sábado, véspera da eleição, e cita entre os exemplos o deputado Marcelo Guimarães Filho (PMDB-BA), que tomou posse na vaga de João Carlos Bacelar (PR-BA).

Em entrevista ao site Bahia Notícias, Bacelar disse que atitude de Sandro Mabel é "choro de derrotado". O republicano argumenta que tirou a licença de 120 dias "conforme o que determina o regimento" e admite que gostaria de ajudar o novo líder peemedebista na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).

"Não sei como Marcelinho [Guimarães] votou, mas se eu fosse do PMDB, votaria em Eduardo, que é o homem mais inteligente do Congresso e não é um paraquedista de liderança como o Sandro, que já está querendo ir para o PSD para ocupar o cargo de Eduardo Sciarra (PR)".

Segundo Bacelar, há uma movimentação no PMDB para expulsar Mabel, que já foi desfiliado do PR por infidelidade partidária.

"Quem é Sandro para dizer algo sobre mim? Ele foi expulso do meu partido por não cumprir um acordo partidário. Fechamos questão há dois anos para a eleição de Marco Maia [ex-presidente da Câmara] e ele quebrou o acordo. Em 1994, depois da tragédia no Rio com o prédio de Sérgio Naya, que foi cassado por isso, meu pai, que era muito amigo dele, mandou um telegrama se solidarizando. A TV Globo mostrou o telegrama de meu pai e o dele. Ele disse que foi um equívoco e mandou demitir a secretária. Isso aí já mostra tudo", lembrou Bacelar.

O republicano nega acordo com o suplente peemedebista para beneficiar Eduardo Cunha e diz que sua relação com o correligionário carioca se restringe ao âmbito parlamentar. "Ele é do ramo de telefonia, foi presidente da Telerj, e eu não tenho negócios no setor".