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“Maceió está na Serasa”, revela prefeito da capital

Em entrevista ao programa Bom Dia Alagoas, da TV Gazeta, afiliada da Rede Globo, o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), afirmou que a situação é delicada por causa das dívidas herdadas da gestão anterior. Ainda sem contar com o orçamento anual, o prefeito revelou que o município deve 150 milhões. A atual administração também enfrenta dificuldades com a falta de medicamentos nos postos de saúde, caso da insulina. Aos fornecedores de medicamentos há uma dívida em torno de R$ 2 milhões.

“Maceió está na Serasa”, revela prefeito da capital

Alagoas247 - O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), afirmou que a situação da cidade inspira cuidados no que diz respeito às dívidas relativas à gestão passada. Conforme o chefe do Executivo, a capital encontra-se na “Serasa dos municípios” e o problema só será amenizado a partir da aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), prevista para este mês.

Quando questionado sobre as saídas encontradas pela prefeitura para “tocar” a gestão, Rui lembrou a dívida deixada pela administração anterior, no valor de R$ 150 milhões, com fornecedores e o Instituto da Previdência (Iprev), para onde os salários de servidores aposentados não haviam sido repassados, mesmo após desconto. O caso foi levado ao Ministério Público Estadual (MPE), cuja documentação é analisada pelo procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá.

“Durante a fase de transição, não tínhamos ciência do montante de dívidas gerado pelo Município. Somente no dia primeiro de janeiro, fomos informados do caos e começamos a visitar postos e escolas. Inclusive, as reformas começam nos próximos dias, principalmente nas setenta unidades de saúde. Mas, pelo fato de estarmos usando o orçamento do ano passado, a capital foi enquadrada na Serasa dos municípios”, explicou o prefeito ao citar a queda do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como outro entrave para as reformas emergenciais e causa de corte em gastos com telefone e aluguel, além de contratos com limpeza e iluminação.

Projetos

Mesmo administrando a cidade ainda com o orçamento do ano passado, Palmeira destacou avanço na área do trânsito e mobilidade urbana. De acordo com ele, cerca de 40 projetos vêm sendo analisados pela bancada federal, dentre eles, a construção da Avenida Josefa Melo, que vai ligar as Avenidas Juca Sampaio e Márcio Canuto a Gustavo Paiva. Além disso, o prefeito citou prolongamentos de alguns espaços públicos, a exemplo do Corredor Vera Arruda.

A polêmica das obras do Vale do Reginaldo também foi assunto debatido pelo prefeito no decorrer da entrevista. Conforme ressaltou, 46 convênios foram assinados junto à Caixa Econômica Federal (CEF); entretanto, acabaram paralisados por conta de problemas em contas e licitações. “Estamos viabilizando isso, através da Seminfra [Secretaria Municipal de Infraestrutura]. Com certeza, os processos serão analisados e as obras, retomadas”, comentou.

Já sobre a licitação envolvendo o transporte público, o gestor alega estar dialogando com o Ministério Público de Contas (MPC), visto que os processos foram alvos de investigação por parte do Tribunal. Porém, ainda não há prazo para abertura de edital.

Medicamentos

A atual administração também se deparou com a falta de medicamentos nos postos de saúde. A dívida encontrada junto a fornecedores gira em torno de R$ 2 milhões. Dentre os remédios, a insulina, cuja carência prejudicou inúmeros pacientes que dependem dela diariamente. Ainda esta semana, os medicamentos deverão chegar às unidades, conforme garantiu Rui Palmeira.

com gazetaweb.com