Mais de 200 prefeitos baianos levam pautas à Marcha a Brasília
Derrubada do veto do ISS, parcelamento da dívida do INSS e correção do piso do magistério a partir do valor recebido por aluno/ano são os três temas municipalistas que vão pautar a atuação dos prefeitos baianos na 20ª edição da 'Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios', que acontece desta segunda (15) a quarta-feira (18) no Centro Internacional de Convenções do Brasil, na capital federal; os prefeitos baianos são liderados pelo presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro (foto)
Bahia 247 - Derrubada do veto do ISS, parcelamento da dívida do INSS e correção do piso do magistério a partir do valor recebido por aluno/ano são os três temas municipalistas que vão pautar a atuação dos prefeitos baianos na 20ª edição da 'Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios', que acontece desta segunda (15) a quarta-feira (18) no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), na capital federal.
O principal evento do calendário municipalista é promovido pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), e conta com o apoio das associações estaduais.
Na Bahia, o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro, vai liderar os mais de 200 prefeitos inscritos na Marcha. A principal pauta é a derrubada do veto ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), que foi assinado pelo presidente da república, no final do ano passado. É importante que aconteça uma redistribuição do ISS.
Os prefeitos vão lutar para alterar o local da cobrança do ISS do Município dos prestadores de serviços sede da administradora de cartões, da arrendadora mercantil ou da administradora de planos de saúde, para o dos tomadores desses serviços. Foi agendada para o dia 16 de maio, período em que estará acontecendo a Marcha, a análise dos vetos, pelos parlamentares.
Também durante a Marcha, os prefeitos vão cobrar do presidente Michel Temer a edição da Medida provisória para ampliar o prazo de parcelamento da dívida dos municípios com o INSS, para 200 meses.
Atualmente só é possível fazer esse parcelamento em até 60 meses, com uma entrada de 20% do valor devido.A terceira pauta que será levada à Marcha é a correção do Piso do Magistério a partir da correção do valor por aluno/ano.
A receita do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) não acompanha o aumento do piso, fato preocupante especialmente devido à crise enfrentada pelas prefeituras, quando o Brasil vive uma retração da atividade econômica, há dois anos.