Maluf anuncia que votará a favor do impeachment
O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) anunciou, por meio das redes sociais que votará a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. No anúncio, postado poucas horas após o parecer favorável ao afastamento ter sido apresentado pelo relator da comissão especial, Jovair Arantes, Maluf diz ser "contra essas negociatas que o governo está fazendo com deputados" e que sua "vida pública sempre foi o oposto disso" e que "valoriza a democracia"; segundo ele, o voto é uma resposta à direçao do PP, que anunciou permanecer na base governista sem consultar a bancada; "Não somos nabo em saco para ser vendido por ele", disparou
247 - O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) anunciou, por meio das redes sociais que votará a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. No anúncio, postado poucas horas após o parecer favorável ao afastamento ter sido apresentado pelo relator da comissão especial, Jovair Arantes, Maluf diz ser "contra essas negociatas que o governo está fazendo com deputados" e que sua "vida pública sempre foi o oposto disso" e que valoriza a democracia. Maluf
Maluf faz parte da comissão especial que analisa o assunto na Câmara, mas participou de apenas uma sessão das nove sessões realizadas pelo colegiado sobre o tema. Segundo o parlamentar, a presidente Dilma é "uma mulher correta, decente, honesta e patriótica", que "não merece o impeachment". O seu voto em favor do afastamento da petista é uma resposta à direção do partido.
"Eu vou votar a favor do impeachment porque o presidente do partido [PP], Ciro Nogueira, sem consultar ninguém, sem chamar bancada, sem fazer a reunião do diretório nacional, disse que nós ficamos na base. E nós não somos nabo em saco para ser vendido por ele", disparou.
Maluf, que foi condenado pela Justiça da França pelo crime de lavagem de dinheiro, já havia demonstrado irritação com as suspeitas de que o governo estaria pagando a parlamentares para votarem contra o impeachment. da presidente.
Na ocasião, ele apresentou-se como "não comercializável" e afirmou que "Quando acho que devo votar, eu voto de graça. Quando eu acho que não devo votar, não tem cargo que faça mudar meu ponto de vista".
Ainda nessa quarta-feira (6), o PP, que possui 48 deputados e seis senadores, anunciou que permanecerá na base de apoio do governo Dilma até o final do processo de impeachment..
