Manifestantes agridem secretário de Administração
A reunião entre o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem (Seet) e o secretário estadual de Administração (Secad), Geferson Barros, terminou em confusão; de acordo com o governo, ao sair da sede da pasta, o gestor foi “xingado e coagido” por manifestantes que esperavam do lado de fora; o executivo manifestou repúdio ao ato dos servidores grevistas, que chamou de “insano e de selvageria”; ainda foi feito boletim de ocorrência com pedido de segurança para o prédio
Tocantins 247 - A reunião entre o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem (Seet) e o secretário estadual de Administração (Secad), Geferson Barros, nesta segunda-feira (29), terminou em confusão. De acordo com o governo, ao sair da sede da pasta, o gestor foi “xingado e coagido” por manifestantes que esperavam do lado de fora. O executivo manifestou repúdio ao ato dos servidores grevistas, que chamou de “insano e de selvageria”. Ainda foi feito boletim de ocorrência com pedido de segurança para o prédio.
O secretário de Comunicação Social, Rogério Silva, afirmou que Geferson Barros foi cercado pelos manifestantes quando saia do prédio e tentava entrar no carro do governo,. Rodeado de manifestantes, o veículo recebeu socos e chutes dos grevistas, e o gestor foi xingado de “ladrão, vagabundo, pilantra, safado e corrupto”. A confusão foi amenizadas com a interferência dos representantes da direção do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem.
No B.O., Barros disse que ficou preocupado pela segurança do prédio da secretaria, pois o local está ocupado pelos manifestantes há mais de 20 dias. O gestor solicitou guarnição da Polícia Militar, e o governo garantiu que “tomará as medidas cabíveis para identificar e punir os responsáveis”.
O presidente do Seet, Claudean Pereira Lima, também manifestou repúdio à postura dos grevistas envolvidos na confusão, mas disse não saber quem são as pessoas envolvidas. “Nós não concordamos com este tipo de conduta de violência”, afirmou ele site do Cleber Toledo.
O sindicalista disse ser “solidário” com os profissionais grevistas. “As pessoas que estão lá [acampadas em frente à secretaria] estão passando por dificuldades financeiras”, afirmou, citando que alguns servidores chegam a receber entre R$ 200 e R$ 300 por mês, por causa dos descontos do Banco do Brasil referente ao adiantamento de valores. “Eu sou solidário a estas pessoas, mas não a estes atos”, complementou.
Pereira disse que a reunião não trouxe novidades à negociação. “Continuamos insistindo a apresentação uma proposta viável. A greve continua”, avisa. O movimento paredista da categoria já dura 29 dias. “estamos trabalhando para buscar cada vez mais a união da categoria”, completou.