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Manifestantes do ocupe Estelita acampam na PCR

Manifestantes ligados ao movimento Ocupe Estelita, que defende a preservação dos armazéns do Cais José Estelita, no bairro de São José, área central do Recife, ocuparam a sede da Prefeitura do Recife (PCR) nesta segunda-feira (30); dentre as demandas, os ativistas pedem para serem recebidos pelo prefeito Geraldo Julio (PSB) e solicitaram que a PCR dê lugar ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) como mediador das negociações; uma audiência pública para discutir o assunto será realizada nos próximos 15 dias

Manifestantes ligados ao movimento Ocupe Estelita, que defende a preservação dos armazéns do Cais José Estelita, no bairro de São José, área central do Recife, ocuparam a sede da Prefeitura do Recife (PCR) nesta segunda-feira (30); dentre as demandas, os ativistas pedem para serem recebidos pelo prefeito Geraldo Julio (PSB) e solicitaram que a PCR dê lugar ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) como mediador das negociações; uma audiência pública para discutir o assunto será realizada nos próximos 15 dias (Foto: Paulo Emílio)
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Pernambuco 247 - Manifestantes ligados ao movimento Ocupe Estelita, que defende a preservação dos armazéns do Cais José Estelita, no bairro de São José, área central do Recife, ocuparam a sede da Prefeitura do Recife (PCR) nesta segunda-feira (30). Dentre as demandas, os ativistas pedem para serem recebidos pelo prefeito Geraldo Julio (PSB) e solicitaram que a PCR dê lugar ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) como mediador das negociações. Os manifestantes são contrários ao projeto Novo Recife, que previa, no desenho original, a derrubada dos armazéns para a construção de um conjunto de torres empresariais e residenciais. Em resposta, Geraldo Julio teria concordado em se encontrar com o grupo, mas só após a desocupação da prefeitura. O secretário de Desenvolvimento e Planejamento Urbano, Antônio Alexandre,disse que uma audiência pública para debater o assunto será realizada nos próximos 15 dias.

Durante o protesto, barracas foram montadas no hall da sede da administração municipal sem previsão para a desocupação. De acordo com os manifestantes, a PCR estaria se reunindo com diversas instâncias para discutir o assunto, mas não estaria se comunicando com o movimento Ocupe Estelita. Nesta segunda-feira, uma reunião estava marcada entre Geraldo Julio e sete instâncias civis, para que as mudanças no projeto fossem discutidas. Os representantes do movimento, entretanto, não participaram do encontro.

O secretário de Segurança Urbana do Recife, Murilo Cavalcanti, considerou a ocupação como ilegal, mas negou que o poder público pretenda utilizar a força para remover os manifestantes do local. Apesar da declaração, integrantes do grupo postaram em uma Rede Social que o Batalhão de Choque da Polícia Militar já estava presente na prefeitura. Com o protesto, o primeiro andar da PCR suspendeu o expediente ao público nesta segunda-feira, mas o funcionamento nas secretarias foi mantido.

Os ativistas ocuparam o espaço do Cais Estelita no último dia 21 de maio, logo após o começo das demolições. No dia 5 de junho, durante uma reunião entre as partes, as construtoras do Novo Recife haviam concordado em mudar o desenho do projeto, mas pediram o fim da ocupáção. Os ativistas, entretanto, teriam se recusado a sair sem que houvessem garantias de que os armazéns seriam poupados.

No último dia 17, o Governo do Estado fez valer o mandato de reintegração de posse, emitido no final de maio, e retirou o grupo com o auxílio da Polícia Militar. De acordo com os manifestantes, a polícia usou força excessiva na retirada dos ativistas. Após saírem do Cais José Estelita, o movimento se instalou no Viaduto Capitão Temudo, na Zona Norte do Recife, nas imediações do local ocupado anteriormente, nomeando o local como "Vila Estelita".

Durante a ocupação do cais, tanto a prefeitura quanto o Governo de Pernambuco foram duramente criticados pelos manifestantes e por grupos da sociedade civil. Os ativistas afirmam que a PCR não foi capaz de negociar a situação entre o grupo de direitos urbanos e o consórcio do Novo Recife, e reclamam que a reintegração de posse do terreno só aconteceu após as negociações terem sido iniciadas. Já o governador João Lyra (PSB) recebeu críticas devido à postura dos policiais durante a desocupação do terreno.

O projeto do Novo Recife prevê a construção de 12 torres empresariais e residenciais, com 40 andares cada. Além dos prédios, estaria previsto também o investimento de R$ 62 milhões em obras de compensação para a área. O consórcio do Novo Recife é formado pela Moura Dubeux, GL Empreendimentos, Queiroz Galvão e Ara Empreendimentos.