Manifestantes fazem ato pacífico contra a Globo
Cerca de 200 pessoas participaram do ato de repúdio à Rede Globo, em Fortaleza, na Praça da Imprensa, em frente à sede da sua afiliada no Ceará, a TV Verdes Verdes Mares
Apesar do forte aparato policial montado para reprimir os manifestantes que se reuniram hoje, em frente a TV Verdes Mares, afiliada da rede Globo no Ceará, o ato foi pacífico. Reunindo cerca de 200 pessoas, o ato em formato de Tribuna Livre, contou com a participação de representantes de diversos movimentos sociais que usaram o microfone para denunciar a manipulação da mídia e a tentativa de golpe em curso no Brasil, que tem a Rede Globo como principal canal do aparato golpista "midiático-jurídico-político", na palavra dos manifestantes.
Portando cartazes e puxando palavras de ordem, os manifestantes começaram a chegar à Praça da Imprensa por volta de 17 horas e foram se aglomerando em frente à sede da TV Verdes Mares, por trás da barricada montada para manter o ato distante das portas da empresa, que abriga além da TV Verdes Mares, o jornal Diário do Nordeste e as emissoras de rádio do grupo.
O forte aparato policial também foi denunciado pelos manifestantes que criticaram o Governo do Estado por ter liberado a Polícia Militar para defender o patrimônio privado, em detrimento da segurança da população. Para a presidente da Fetamce, Enedina Soares, "é um absurdo que a Globo, com todo o seu poder econômico, não tenha contratado segurança privada, ao invés de usar o aparato policial do Estado". Para o vereador Deodato Ramalho, a presença da polícia é "uma demonstração clara que ainda temos no Estado brasileiro o patrimonialismo, onde as instituições ainda estão fortemente impregnadas do entendimento que o grande capital pode tudo". Segundo ele, este ato deve ser uma reflexão para a sociedade, tanto do ponto de vista jurídico, como do ponto de vista político, para que a sociedade entenda que os meios de comunicação, a grande mídia nacional, participa mais do que ativamente da vida política. Ela tem um lado na política e é importante que a sociedade saiba disso. Quando cidadão escuta algo no rádio, na televisão, aquilo não é impessoal, ele não imagina que aquilo é um editorial dos donos da mídia".
