Manuela D'Ávila critica agressão a Míriam Leitão
Em post no Facebook, a parlamentar gaúcha lamentou a agressão sofrida pela jornalista Míriam Leitão na semana passada durante voo entre Brasília e o Rio de Janeiro; "Miriam Leitão afirma ter sido agredida, sou solidária a ela e creio que todos os que lutam contra o ambiente de intolerância crescente devem ser. É tão simples. Não me interessa o que ela pensa, não me interessa onde ela trabalha. Ela merece respeito a sua integridade e individualidade", afirmou Manuela.
RS 247 - A deputada estadual Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), em seu Facebook, se manifestou sobre a agressão sofrida pela jornalista Míriam Leitão em voo de Brasília para o Rio de Janeiro na semana passada. No post, a parlamentar gaúcha relembra diversos episódios de agressões sofridas por políticos e intelectuais progressistas.
No entanto, Manuela acredita que aqueles que defendem os direitos humanos devem lutar para que a integridade e a individualidade de todos sejam respeitadas. Para a parlamentar, a única maneira de combater o fascismo e o ódio é sendo radicalmente contrário a ele em vez de revidar as atitudes agressivas de quem é intolerante.
Confira o post publicado por Manuela D'Ávila em seu Facebook
Os meus são os seus
Quando minha filha tinha dois meses ela levou um tapa enquanto eu a amamentava porque uma mulher não achava adequado que eu usasse um sling que ela deduziu ser comprado em Nova York e não em Cuba. Levei algumas semanas para ter coragem de verbalizar sobre aquilo. Evidente que ouvi que eu era culpada: não devia andar sem segurança, não devia sair de casa com ela, não devia isso ou aquilo. Também ouvi que eu não tinha como comprovar a agressão que relatava.
Minha filha foi apenas mais um alvo da crescente cultura de ódio de parte da direita brasileira. Ela foi, eu fui, Guido Mantega foi enquanto acompanhava a esposa em sessão de quimioterapia, a filha de Maria do Rosario foi. Nessas situações muitos calaram, eu não. E não calarei agora também.
Miriam Leitão afirma ter sido agredida, sou solidária a ela e creio que todos os que lutam contra o ambiente de intolerância crescente devem ser. É tão simples. Não me interessa o que ela pensa, não me interessa onde ela trabalha. Ela merece respeito a sua integridade e individualidade.
Isso é o que nós, aqueles que defendemos direitos humanos, acreditamos. Os que defendem linchamentos, tatuagens na testa, escolhem os merecedores de direitos. Nós, aqueles que defendemos uma sociedade justa e igualitária, que acreditamos na capacidade do ser humano construir seu futuro, nós acreditamos que todos devem ter o mesmo tratamento. Se os ataques de ódio a mim causam repulsa, os ataques a ela também devem causar.
A gente só combate a cultura do ódio sendo radicalmente contrário a ela. Não podemos nos tornar o monstro que combatemos. Os meus direitos são os seus. Simples.