Manuela D'Ávila ironiza: "Lula deve ser o Bin Laden"
A deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) questionou, pelo Twitter, a deflagração da 24ª da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), na manhã desta sexta-feira (4), para a execução do mandado de condução coercitiva envolvendo o ex-presidente Lula; "Lula deve ser o Bin Laden: 200 homens para acompanhá-lo a um depoimento?!? E o Gerdau, quantos eram? É o mesmo tipo de depoimento!", disse; "Quando falamos em perseguição é a isso que nos referimos. Ex-presidente depor, ok, é um brasileiro comum! 200 homens? Circo!"
Rio Grande do Sul 247 - Eleita a deputada federal mais votada da história do Rio Grande do Sul (271 939 votos em 2006), a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB) questionou, pelo Twitter, o trabalho da Polícia Federal (PF) na deflagração da 24ª da Operação Lava Jato, nesta sexta-feira (4), para a execução do mandado de condução coercitiva envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Lula deve ser o Bin Laden: 200 homens para acompanhá-lo a um depoimento?!? E o Gerdau, quantos eram? É o mesmo tipo de depoimento!", disse a parlamentar pelo Twitter.
A referência foi ao mandado de condução coercitiva envolvendo o presidente do Grupo Gerdau, André Gerdau, no último dia 25 de fevereiro, que não envolveu nenhum aparato de guerra como ocorreu com o caso de Lula nesta sexta-feira.
Segundo a parlamentar, a PF fez um "circo". "Quando falamos em perseguição é a isso que nos referimos. Ex-presidente depor, ok, é um brasileiro comum! 200 homens? Circo!", disse ela, que teve a maior votação na eleição de 2014 no estado (222.436 votos, mais do que o dobro do segundo mais votado).
Pela 24ª fase da Operação Lava Jato, a PF faz ação no prédio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo, e de seu filho Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em Moema. Blitz determinada pelo juiz Sérgio Moro atinge todo a família de Lula, filhos, noras e dona Marisa, sua esposa.
Essa fase da operação investiga se empreiteiras e o pecuarista José Carlos Bumlai favoreceram Lula por meio do sítio em Atibaia e o tríplex no Guarujá, ambos em São Paulo. O expresidente nega as acusações.
