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Mapeamento vê abandono de obras públicas

Associação de Artistas Visuais de Alagoas está fazendo um mapeamento dos monumentos públicos em Maceió; levantamento vai servir de base para que a entidade cobre do poder público um trabalho de restauração e manutenção das obras de arte; embora os trabalhos estejam apenas no início, quarenta e duas obras já foram mapeadas em logradouros públicos ou repartições

Associação de Artistas Visuais de Alagoas está fazendo um mapeamento dos monumentos públicos em Maceió; levantamento vai servir de base para que a entidade cobre do poder público um trabalho de restauração e manutenção das obras de arte; embora os trabalhos estejam apenas no início, quarenta e duas obras já foram mapeadas em logradouros públicos ou repartições (Foto: Voney Malta)
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Alagoas 247 - "Apagaram tudo. Pintaram tudo de cinza", canta Marisa Monte em seus versos. Mas nem só de tinta estão cobertas obras de arte em espaços públicos. Há ferrugem, faltam pedaços, ou simplesmente elas nem existem mais. E, para tentar reverter a atual situação, a Associação de Artistas Visuais de Alagoas faz um mapeamento dos monumentos públicos em Maceió.

O levantamento vai servir de base para que a entidade cobre do poder público um trabalho de restauração e manutenção das obras de arte. Na manhã desta quinta-feira, um grupo de artistas esteve no Corredor Vera Arruda, no Stella Maris, para catalogar as obras que existem no local.

De acordo com o presidente da Associação, Fred Correia, embora os trabalhos estejam apenas no início, quarenta e duas obras já foram mapeadas em logradouros públicos ou repartições. Eles estão catalogando monumentos que ainda existem e obras perderam.

"Percebemos que Maceió não estava cuidando dos monumentos, principalmente em espaços públicos, e fomos procurar um órgão ou departamento que cuidasse disso. Descobrimos não só que esse órgão não existe como que essas obras não estão catalogadas. A Prefeitura não sabe quais são e onde elas estão", explica Correia.

O artista diz que a maior parte das obras catalogadas está em "péssimo estado de conservação", precisando de restauro. Correia afirma que as peças nunca tiveram nenhum tipo de manutenção.

"Todas necessitam de cuidados. Algumas precisam de um restauro completo e algumas poucas apenas de limpeza. No geral, a maioria precisa de recuperação, já que nunca foi feito qualquer tipo de manutenção", acrescenta.

O presidente da Associação de Artistas Visuais afirma que alguns profissionais recuperaram por conta própria as obras, como foi o caso de Rogério Sarmento, que conseguiu uma parceria com a iniciativa privada e restaurou peças como o chapéu de guerreiro da Praça Centenário.

"São artistas importantes e uma parte da memória da cidade que não estão sendo valorizados. Nosso objetivo é justamente recuperar essa memória. Em todos os lugares do mundo vemos os monumentos sendo respeitados e gostaríamos que isso acontecesse aqui", conclui.

Com gazetaweb.com