Marconi articula frente de governadores pelo etanol

Governador de Goiás reúne em Goiânia colegas de São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para discutir resgate do setor sucroenergético; segmento vive crise sem precedentes com o fechamento de 84 usinas nos últimos anos e perspectivas muitos ruins para a safra 2015; presidente do sindicato das usinas de Goias diz que milhares de empregos são fechados e economias de municípios inteiros estão se deteriorando; diz ainda que setor tem potencial energético de uma Itaipu e meia e pode ser solução para crise energética

Governador de Goiás reúne em Goiânia colegas de São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para discutir resgate do setor sucroenergético; segmento vive crise sem precedentes com o fechamento de 84 usinas nos últimos anos e perspectivas muitos ruins para a safra 2015; presidente do sindicato das usinas de Goias diz que milhares de empregos são fechados e economias de municípios inteiros estão se deteriorando; diz ainda que setor tem potencial energético de uma Itaipu e meia e pode ser solução para crise energética
Governador de Goiás reúne em Goiânia colegas de São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para discutir resgate do setor sucroenergético; segmento vive crise sem precedentes com o fechamento de 84 usinas nos últimos anos e perspectivas muitos ruins para a safra 2015; presidente do sindicato das usinas de Goias diz que milhares de empregos são fechados e economias de municípios inteiros estão se deteriorando; diz ainda que setor tem potencial energético de uma Itaipu e meia e pode ser solução para crise energética (Foto: Realle Palazzo-Martini)

Realle Palazzo-Martini, do Goiás247 - O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), espera reunir nesta quinta-feira (5) em Goiânia colegas de outros quatro estados com o objetivo de formar uma frente suprapartidária de alto nível que venha propor alternativas para tirar o segmento sucroenergético da sua pior crise em 30 anos. São esperados para a reunião no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, sede administrativa do governo goiano, às 15 horas, os governadores Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Beto Richa (PSDB-PR), Pedro Taques (PDT-MT) e Reinaldo Azambuja (PSDB-MS). O mineiro Fernando Pimentel (PT) e o alagoano Renan Filho (PMDB) chegaram a confirmar presença, mas acabaram cancelando suas participações.

A preocupação de Perillo é que a crise se intensifique e atinja Goiás com a força avassaladora com que vem afetando, por exemplo, o Estado de São Paulo, onde 34 usinas fecharam nos últimos anos. Em Goiás, na safra passada, apenas três das 37 unidades produtoras instaladas em solo goiano não processaram cana. Outras quatro usinas estão em processo de recuperação judicial. As expectativas para a safra 2015, que começa em abril, porém, não são das melhores.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg), André Rocha, o setor vive uma crise sem precedentes na sua história e com pouquíssimas chances de melhora sem uma ampla aliança em seu socorro. Essa crise, alerta, já começa a afetar a industria de base e gera um ciclo de empobrecimento nos municípios que vivem direta ou indiretamente do processamento cana. "Na crise de 2008 o setor entrou em colapso. Muitas usinas fecharam, outras entraram em recuperação judicial e muitas estão em hibernação, afetando milhares de famílias no interior do Brasil", diz André.

Segundo ele, a Frente que deve nascer do encontro de Goiânia será expandida com a participação de outros governadores de estados produtores. A expectativa é que esses governadores abram um diálogo com o governo federal e orientem suas bancadas no Congresso a propor alternativas para mitigar para a crise. As soluções passariam pela flexibilização da legislação trabalhista, por uma política fiscal de incentivo a uma atividade 100% nacional e por financiamento para a infraestrutura logística das regiões produtoras, entre outro.

André registra que milhares de empregos no interior do País estão ameaçados com a crise e que investir no resgate e no estímulo do setor representa a possibilidade de fixar o trabalhador em sua terra natal, a melhora nos números da balança comercial pelo fortalecimento do mercado interno e o investimento numa matriz de energia limpa.
Segundo o presidente da Sifaeg, pode estar na biomassa a solução para crise energética no Brasil. O setor representa atualmente uma Itaipu e meia em potencial de geração de energia elétrica. Hoje, apenas 40% das usinas de etanolo que proiduzem eletricidade exportam seus excedentes. O setor, que tem capacidade de geração no período seco, evitou o rebaixamento de 14% no volume de água dos reservatírio das usinas hixdreletricas no sistema Centro-Oeste/Sudeste/Sul.

Desafios

O principal desafio a ser enfrentado pela Frente dos Governadores dos Estados Produtores de Cana está no preço do etanol -- embora não seja o único. A política do governo federal de segurar a cotação da gasolina no mercado interno teve efeito devastador na competitividade do segmento, cujos custos de produção são elevados.

A questão fiscal, demanda antiga dos setor e que afeta diretamente a competitividade do etanol, também deve fazer parte das discussões. Hoje São Paulo pratica um ICMS de 12% sobre o biocombustível, a menos taxa do País. Minas Gerais recentmente reduziu a alíquota para 14%. Goiás pratica uma das mais altas, 22%.

Goiás é atualmente o segundo maior produtor de etanol do País e o Estado que mais cresce em área plantada de cana e em volume de produção do biocombustível. A cadeia da cana gera em Goiás cerca de 100 mil postos de trabalho, que estão ameaçados. Para mitigar os efeitos da competição desleal com a gasolina, as usinas tinham a alternativa da produção de açúcar. Mas os preços e a tendência da commodity não são animadores.

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