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Marconi cobra apuração de crimes e defende polícias

Por determinação do governador, Secretaria de Segurança Pública dobrou efetivo na investigação dos assassinatos de mulheres por motoqueiros, na Capital; novas ações serão colocadas em prática nesta segunda-feira e Polícia Civil afirmou que alguns já foram resolvidos e têm relação com o tráfico de drogas e crime passional; Marconi condenou a oposição por usar de forma "irresponsável e eleitoreira" essas tragédias familiares para buscar votos junto aos eleitores; governador também defendeu os policiais do Estado e disse que confia em toda a corporação

marconi (Foto: José Barbacena)

Goiás247 - Por determinação do governador Marconi Perillo, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) dobrou o efetivo de investigação dos homicídios contra mulheres, praticados por motociclistas, nos últimos dias. Delegados do interior do Estado vão reforçar as investigações, a partir dessa semana, e a atuação na área de inteligência terá a participação de, pelo menos, mais 50 policiais civis.

Marconi está acompanhando de perto o andamento das investigações. As medidas de reforço na apuração dos homicídios, especialmente contra as mulheres, foram tomadas e anunciadas por ele, ainda no sábado. Em mensagens postadas no Twitter, o governador detalhou as medidas e afirmou que o governo de Goiás não descansará, enquanto não solucionar os crimes e prender os culpados.

As investigações, conforme a Polícia Civil, mostram que as características das motocicletas usadas nos crimes e a aparência física dos autores diferem muito entre si, o que reforça a percepção de que não se trata da atuação de um serial killer. “Nós temos a convicção de que não é uma única pessoa (a matar as vítimas), mas também não podemos excluir essa possibilidade por completo, porque ainda estamos investigando”, afirmou ontem, em entrevista, o delegado Murilo Polati, titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH).

O delegado disse ainda que a apuração mostra que os autores dos crimes agiram com base em motivações diversas, boa parte relacionadas a conflitos amorosos ou tráfico de drogas, mas alerta para o fato de que parte dos assassinos se valeu dos boatos sobre a existência de um serial killer para cometer crimes com as mesmas características. A suspeita da existência de um suposto serial killer surgiu em mensagem de voz compartilhada pelo aplicativo de celular WhatsApp. A mensagem dizia que o “serial killer tem uma motocicleta preta e um capacete preto”.

De acordo com o delegado Polati, dos 40 casos de homicídios contra mulheres registrados em Goiânia, neste ano, 11 foram solucionados até o momento – o índice de solução está acima da média nacional, de 10%. Esses homicídios incluem casos em que os autores estavam em motocicletas pretas e outros com dinâmicas de crimes diferentes.

Defesa das polícias

Depois de um discurso com declarações contundentes em Anápolis, na sexta-feira (1º/8), quando afirmou que a oposição, por conta de “interesses eleitorais e pessoais torcia por um Estado cada vez pior”, o governador voltou a abordar o tema Segurança Pública em campanha neste domingo por cidades do entorno do Distrito Federal – uma das regiões consideradas prioritárias pelo governo no combate à violência. Marconi condenou o uso “irresponsável, eleitoreiro e leviano de tragédias familiares com claro fim de tentar buscar voto junto aos eleitores”.

“E saibam também do nosso repúdio aos ataques que os adversários estão fazendo às nossas polícias, imputando a estes profissionais a pecha de ineficientes e incompetentes. O governo do Estado, ao contrário, defende seus policiais, pois são profissionais que agem com determinação, coragem e muita seriedade. Trabalham sem estardalhaço resolvendo milhares de casos que demandam investigação aprofundada e séria”, disse o governador em reunião política realizada em Planaltina de Goiás e em evento religioso em Cidade Ocidental.

Marconi ainda afirmou, categoricamente, que “não se deve politizar uma questão séria de forma tão leviana”. “A Polícia Militar em Goiás é a que mais prende no país; e nossa Polícia Civil tem um alto nível de elucidação de crimes. Não se combate um problema nacional, como a violência, de forma irresponsável”, ressaltou o governador.