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Marconi exonera assessor ligado a venda de mansão

Governador de Goiás exonerou 15 assessores especiais, entre eles Lúcio Fiúza, que teria participado da negociação da venda da casa onde o bicheiro Carlinhos Cachoeira foi preso; Marconi terá de explicar negócio à CPI do Cachoeira na terça-feira

Marconi exonera assessor ligado a venda de mansão (Foto: Edição/247)

247 - O governador goiano Marconi Perillo (PSDB) exonerou 15 assessores especiais, entre eles Lúcio Fiúza, que teria participado da negociação da venda da casa onde o bicheiro Carlinhos Cachoeira foi preso. Segundo a assessoria do governo de Goiás, os assessores foram exonerados para respeitar o prazo para afastamento de eventuais candidatos que forem participar das eleições municipais deste ano, marcadas para outubro.

Marconi terá de explicar à CPI do Cachoeira, na próxima terça-feira, a nebulosa operação da venda da casa, que teria custado R$ 1,4 milhão. Após o depoimento do empresário Walter Santiago à comissão, tomado na terça-feira 5, Marconi disse, por meio de nota, que as declarações do administrador da empresa Mestra corroboram suas afirmações sobre a venda de sua casa, apesar de o empresário ter desmentido o governador ao sustentar que comprou a mansão em dinheiro vivo, em notas de R$ 50 e de R$ 100, em vez de cheques. O valor, segundo Santiago, foi entregue a Wladimir Garcez e a Lúcio Gouthier Fiúza.

Na versão de Marconi, a casa teria sido vendida primeiramente ao ex-vereador Wladimir Garcez, que, por sua vez, disse à comissão ter comprado o imóvel por R$ 1,4 milhão com três cheques emprestados ao ex-diretor da Delta Centro-Oeste, Cláudio Abreu, e a Carlinhos Cachoeira.