Marconi: "Nunca vi crise de corrupção tão grave"

Ao conceder entrevista às rádios de municípios da Região Sul de Goiás, nesta quinta-feira, o governador Marconi Perillo também avaliou o cenário político e econômico do Brasil; Marconi ressaltou que o mais importante é que o governo federal se esmere em tirar o país da enrascada econômica em que se encontra; “O povo está impaciente com razão. Eu nunca vi crise econômica tão grave como essa. E nunca vi crise de corrupção tão grave como essa"

Entreviasta para Emissoras de Radio fotos Eduardo Ferreira
Entreviasta para Emissoras de Radio fotos Eduardo Ferreira (Foto: José Barbacena)

Goiás 247 - Ao conceder entrevista às rádios de municípios da Região Sul de Goiás, na manhã desta quinta-feira, no Palácio das Esmeraldas, o governador Marconi Perillo também discutiu política. Ele comentou o cenário político e econômico nacional, e falou sobre campanha eleitoral em Goiás.

Marconi ressaltou que, no atual quadro político e econômico que o país atravessa, o mais importante é que o governo federal se esmere em tirar o país da enrascada econômica em que se encontra. “O povo está impaciente com razão. Eu nunca vi uma crise econômica tão grave como essa. E nunca vi uma crise de corrupção tão grave como essa”, afirmou.

Sobre campanha eleitoral em Goiás, disse que em maio deve se reunir com os partidos e com parlamentares para decidirem juntos como será seu comportamento nas eleições deste ano. Questionado sobre as declarações recentes do senador Delcídio Amaral (PT) de que a CPI do Cachoeira foi criada por Lula para prejudicá-lo, Marconi reiterou que sabia desde sua criação que a CPI foi criada com intuito de desmoralizá-lo perante o governo estadual. A seguir, trechos da entrevista.

Campanha eleitoral

No mês de maio eu vou me reunir com os partidos e com os parlamentares para tomarmos, juntos, uma definição em relação ao meu comportamento nas eleições. Eu repito: minha grande preocupação é consertar os 10% de estradas que ainda precisam ser reconstruídos, concluir as obras que nós começamos e fazer tudo bem feito e com qualidade.

Candidatos em Goiatuba

Ainda não conversei sobre esses temas políticos. Estou tão dedicado a contornar a crise econômica nacional, a resolver os problemas do Estado, que ainda não me dediquei à área política. Só a partir de maio é que eu vou me reunir com os presidentes de partido, com os deputados federais, estaduais, para tomar um posicionamento em relação à minha participação nas eleições. Sinto que preciso ficar absolutamente dedicado ao governo, principalmente em um ano tão difícil no Brasil como este.

CPI do Cachoeira

Eu sabia desde o início da CPI que ela foi montada para me perseguir e tentar me desmoralizar no governo do Estado. Eu falei muitas vezes que era uma perseguição política. Muitas pessoas não acreditaram. Muitas pessoas da imprensa nacional deram muita divulgação a isso, e eu passei por momentos de muita tristeza e dificuldades com a minha família e com os meus amigos. Mas graças a Deus e à verdade dos fatos demos a volta por cima.

Fui absolvido pelo Conselho Superior do Ministério Público, e agora essa revelação de um ex-líder do governo da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula apenas vem corroborar com tudo o que eu já falava. Ou seja, tentaram me perseguir, fizeram tudo para me destruir politicamente. Graças a Deus isso não aconteceu, e aqueles que tentaram me destruir estão tendo agora que pagar as contas com Deus e com a Justiça. Essas últimas gravações que foram divulgadas ontem pela Polícia Federal, em minha opinião, são gravíssimas, e envolvem pessoas muito importantes da República, inclusive o ex-presidente Lula.

Relação republicana

A relação que tenho com a presidente e com todos os prefeitos de Goiás, independentemente de partido, é uma relação republicana, onde eu coloco, em primeiro lugar, os interesses dos goianos em todas as áreas. Trabalhei o tempo inteiro assim, para que a população não fosse prejudicada por conta de brigas políticas, de picuinhas políticas. É muito ruim quando o governador briga com o prefeito, porque o povo perde. Se o governador briga com o presidente da República, independentemente de quem seja o presidente, o povo perde. Eu trabalhei para somar as forças em favor de Goiás, para que Goiás pudesse ter resultados.

Nomeação de Lula como ministro

Penso que a presidente cometeu um equívoco ao nomear o ex-presidente Lula. Vejo que ela levou a Operação Lava Jato para dentro do Palácio do Planalto, e certamente ela terá muitas dificuldades por conta disso.

Agora, essa é uma decisão dela. O Ministério é dela, cabe a ela nomear ou demitir, e eu espero que eles consigam sair dessa dificuldade que estão enfrentando agora por conta dessa nomeação. E o mais importante, em minha opinião, é o governo federal sair dessa enrascada econômica. O brasileiro não aguenta mais a crise, o desemprego, a carestia, a inflação e a corrupção. É preciso que o governo federal consiga dar a volta por cima e resolver essas coisas. O povo está impaciente com razão. Eu nunca vi uma crise econômica tão grave como essa. E nunca vi uma crise de corrupção tão grave como essa.

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