Marconi projeta ações de R$ 3 bilhões até 2018
Governador vem afirmando que Goiás é o primeiro estado a superar a crise econômica nacional e que, passada a turbulência, sua administração prepara investimentos da ordem de até R$ 3 bilhões; “Eu espero investir nesses dois anos e meio que faltam de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões em obras de infraestrutura, obras rodoviárias e civis; estradas, hospitais, escolas, presídios, Cases, saneamento básico, moradia. Mas os investimentos devem ser bem superiores ao número R$ 3 bilhões”; Marconi já deu início a uma nova agenda de investimentos e inaugurou obras importantes, como o Credeq de Aparecida e o Centro de Excelência do Esporte
Goiás 247 - Em entrevistas e pronunciamentos realizados nos últimos dias, o governador Marconi Perillo vem afirmando que Goiás é o primeiro Estado do País a superar a crise econômica nacional e que, passada a turbulência, sua administração prepara investimentos da ordem de até R$ 3 bilhões. “Eu espero investir nesses dois anos e meio que faltam de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões em obras de infraestrutura, obras rodoviárias e civis; estradas, hospitais, escolas, presídios, Cases, saneamento básico, moradia. Mas os investimentos devem ser bem superiores ao número R$ 3 bilhões”, afirmou.
Leia, abaixo, os principais trechos das últimas entrevistas e declarações do governador a respeito do andamento da administração e sobre eleições 2016.
Duplicação da GO-070
Esta é a maior obra física em apoio à cidade de Goiás enquanto destino turístico dos mais importantes do Brasil Central. É uma obra cara, muito importante e aguardada com muita ansiedade. Com ela bem encaminhada, quase pronta, o fluxo de turistas para Goiás já aumentou consideravelmente. Com essa rodovia toda duplicada, esse número vai crescer mais ainda. Na medida em que cresce o turismo, cresce o comércio, os serviços e, principalmente, a geração de empregos na cidade.
Goiás campeão na geração de empregos
Sintetizaria isso da seguinte forma: Goiás não está sinalizando que vai sair da crise. Goiás já saiu da crise. Foi o primeiro estado brasileiro a sair da crise, que foi a maior crise econômica do Brasil de forma ativa. Nós não ficamos apenas no primeiro lugar na geração de empregos, fomos um dos dois únicos estados brasileiros a ter saldos positivos de empregos no primeiro semestre, e ficamos muito a frente do segundo colocado, que foi o estado do Mato Grosso. Nós geramos 16.500 empregos em termos de saldo positivo e Mato Grosso 5.500. Todos os demais estados brasileiros tiveram saldo negativo, sendo que São Paulo, por exemplo, teve um saldo superior a 150 mil empregos a menos.
Obras e programas
E neste ano já tivemos uma execução orçamentária muito positiva, gastamos muito menos do que estava projetado, arrecadamos muito mais do que estava previsto e mais do que no ano passado, e fizemos os ajustes que eram necessários para que o equilíbrio voltasse.
Tenho certeza de que chegaremos ao final do ano em uma situação muito boa, em condições de alavancarmos os investimentos, e acelerar os investimentos nos próximos dois anos. Nós já estamos com um cronograma de obras bom hoje. Entregamos obras muito importantes como o Hugol, o Credeq de Aparecida, a duplicação para Senador Canedo, para Bela Vista. Retomamos a duplicação para Goiás, de Nerópolis a Belém-Brasília, de Morrinhos a Caldas. Estamos realizando um programa de manutenção em todo o Estado em mais de 21 mil quilômetros de rodovias pavimentadas e não pavimentadas, e em mais de mil quilômetros estamos fazendo obras emergenciais em rodovias que estavam danificadas. A partir do ano que vem nós vamos acelerar ainda mais esses investimentos, concluindo o programa Reconstrução III, que serão mais 2.100 quilômetros de estradas reconstruídas, concluindo rodovias e outras obras que estão iniciadas. Neste ano nós já estamos dando sequência a muitas obras: Credeqs, AME’s, hospitais, institutos tecnológicos, casas, presídios. E estou trabalhando com planejamento para que, a partir do ano que vem, aceleremos esses investimentos depois de tudo que for feito do ponto de vista de equacionamento fiscal, financeiro e orçamentário.
Crise econômica
Todas as avaliações de agências internacionais, dentre elas o FMI, apontam que o Brasil, neste ano, já diminuiu um pouco a queda do PIB e acena com um pequeno investimento para o ano que vem. Nós melhoramos muito nas exportações, no ano passado e nesse ano. A tendência é termos um desempenho brasileiro maior em termos de saldo exportador na balança comercial. Em minha opinião, o comando da equipe financeira está em muito boas mãos, comandada pelo Dr. Henrique Meirelles. É diferente a situação do Brasil em relação a nós. Muitos estados entraram em colapso porque não tomaram as medidas que nós tomamos aqui. Nós tomamos medidas antipopulares, desgastantes, mas tomamos. Sem essas medidas não estaríamos chegando agora ao ponto que vamos chegar ao final do ano.
Investimentos em obras devem ser de R$ 3 bilhões
Eu espero investir nesses dois anos e meio que faltam de 2,5 a 3 bilhões de reais em obras de infraestrutura, obras rodoviárias e civis; estradas, hospitais, escolas, presídios, Cases, saneamento básico, moradia. Mas os investimentos devem ser bem superiores ao número R$3 bilhões.
Nós vamos começar, também, com a agenda dos programas sociais. No mês que vem vamos relançar o programa Renda Cidadã, ampliando de 50 para 70 mil o número de famílias beneficiadas. Fizemos todo o recadastramento e vamos atender somente as famílias que efetivamente necessitam. De um total de 105 mil famílias cadastradas, vamos atender a 70 mil. O programa Passe Livre Estudantil continua e deve ser estendido. O programa Restaurante Cidadão e o Bolsa Universitária, que nós vamos entregar agora no início do segundo semestre mais quatro ou cinco mil novas bolsas.
A agenda dos programas sociais se acelera. A agenda de desenvolvimento econômico e atração de investimentos também, e a maior evidência disso é o salto nos empregos. Esse dado do Caged é incontestável. Você pode aferir a saúde econômica, a vitalidade do Estado pelos empregos gerados. Esses números são incontestáveis e são o carro chefe para demonstrar que todo esse trabalho de liderança exercido pelo governo de Goiás para combater e enfrentar a crise deu certo.
Brasil
O Brasil não tem uma agenda para acelerar o desenvolvimento regional, nunca teve. A agenda do Brasil sempre foi voltada para São Paulo, ali na costa do mercado consumidor; algumas vezes para Minas Gerais e para o Rio de Janeiro. A distribuição de renda regional também é completamente desequilibrada com as desses estados e também muitas discrepâncias sociais.
Se o Temer fizer duas ou três reformas já terá feito um bem ao Brasil. Uma delas é a reforma da previdência, porque a população hoje está vivendo muito mais e há um desequilíbrio no fundo da previdência muito grande, e isso desequilibra as contas. É preciso fazer uma reforma trabalhista e, fundamentalmente, a reforma política. O Brasil não pode continuar com quase 40 partidos, precisa acabar com a coligação proporcional. Esses ajustes políticos são fundamentais para que possamos ter ajuste ético e da governabilidade.
Gestão governamental
Acredito que conseguimos introduzir na gestão do Estado alguns aspectos positivos. Um deles foi a contratação de gestores, o outro foi a escola de governo, que já formou milhares de servidores. Outro foi a meritocracia. Agora o chamamento de executivos públicos para o Goiás Mais Competitivo. Tomamos, ao longo do tempo, muitas medidas que permitiram a melhoria da gestão do Estado. Além disso, fizemos boas contratações, boas consultorias, dentre elas a Falconi, que nos deu consultoria importante na área fiscal. Dentre outras consultorias que estão nos ajudando muito na área da saúde e da segurança pública.
Segurança Pública
Deve ser uma preocupação brasileira. Nós não temos um ministério da segurança pública. Os recursos que deveriam ser utilizados para a construção de mais presídios são contingenciados para a geração de superávit primário. Nós não temos uma política mais dura em relação a penas. A reincidência é algo que nos preocupa muito. Não temos financiamento por parte do governo federal. Tudo que é feito é feito pelos governos estaduais. No ano passado investimos 12% do nosso orçamento em segurança pública.
Aqui temos feito investimentos em inteligência. Temos uma grande central de Comando e Controle, mas é preciso investir mais. É preciso ter uma sala dessas em Brasília e em grandes cidades como Anápolis. É preciso ter dinheiro para colocar mais câmeras, especialmente nos aglomerados mais expressivos. Precisamos ter uma política nacional de segurança pública. Nós temos feito a nossa parte. Se observarmos os indicadores dos últimos seis meses veremos uma queda significativa no número de homicídios. Em compensação os bandidos vão inventando outras modalidades de crimes. Na medida em que apertamos os centros urbanos mais aglomerados, os bandidos vão procurando outros centros. Temos trabalhado para encontrar uma equação que nos garanta segurança em todos os cantos do Estado.
Eficácia das OSs
A Procuradoria Geral do Estado me informou na última semana que hoje estaria encaminhando a homologação para o chamamento para a Secretaria da Educação. Isso ocorrendo, nos próximos dias deverá ser feito o chamamento do primeiro lote, das escolas de Anápolis. Depois, nós vamos prosseguir para outras regiões do Estado. Mas eu estou muito esperançoso de que essa mudança seja a grande mudança necessária, desses últimos 100 anos, da Educação convencional, para começar um grande up grade da educação brasileira.