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Marconi quer mais defesa do governo e menos tensão

Governador s no mudou equipe ainda porque espera hora certa. Objetivo eliminar focos de desgaste e cobrar menos silncio e mais defesa do governador, no centro das denncias do caso Cachoeira. Mas h quem se recusa a sair

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Vassil Oliveira_Goiás 247 - O governador Marconi Perillo (PSDB) já decidiu que vai mexer no governo. Ontem, deixou isso claro durante reunião com aliados – deputados e integrantes do primeiro escalão, em especial. Só não fez isso ainda porque aguarda o que auxiliares próximos definem como “a hora certa” de dar a largada às mudanças. Quando? Quando entender que o seu gesto será interpretado de maneira positiva, como uma sinalização de que o pior já passou e que o governo vai concentrar esforços na administração.

O receio é que o movimento de troca de secretários e outros auxiliares seja visto como um ato de desespero, ou um sinal de fragilidade diante dos últimos acontecimentos. Entre esses acontecimentos considerados negativos está o destaque por dois dias seguidos no Jornal Nacional com gravações que indicam participação do grupo de Carlinhos Cachoeira no governo, fazendo nomeações, e possível intimidade entre o governador e o contraventor, com pedido de encontro a ser marcado entre os dois.

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Outro fato que incomoda é a apatia do secretariado. “Poucos, dos que têm credibilidade mesmo, se levantam para defender o governador”, pontua um auxiliar do primeiro escalão. Nos outros governos, a situação era diferente: a sintonia na divulgação do governo e na exaltação do governo era total. Hoje, isso quase nem existe.

Um outro auxiliar ouvido pelo Goiás 247 lembra as duas últimas reuniões de Marconi com sua equipe. “Na penúltima, teve secretário que mandou representante para a reunião com o governador”, destaca, com visível ansiedade. “E, na última, para que todos comparecessem, foi preciso pressionar.”

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Há outra dificuldade. Tem secretário que o governador gostaria que pedisse para sair, pois seu afastamento tem potencial para gerar mais desgaste, mas que se recusa a tomar a iniciativa. Entre eles está o secretário de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, cujo desempenho é criticado internamente.

As conversas no governo neste momento estão fechadas a um núcleo de maior confiança do governador. Giuseppe Vecci (Secretaria de Gestão e Planejamento), Jaime Rincon (presidente da Agetop, que cuidas das principais obras do Estado), Carlos Maranhão (Metrobus), José Eliton (vice-governador), entre outros poucos – que procuram agir em silêncio e com discrição –, são ouvidos pelo governador, conversam com interlocutores estratégicos – empresários, por exemplo – e buscam saídas, como nomes bons e dispostos a quem sabe compor a administração. Estes, reconhecem, são raros.

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Nos últimos dias, Marconi procurou agir de forma a “sair das cordas”, que seria a situação de quem está sendo alvo e não reage. Insistiu no discurso da cortina de fumaça do PT com a Operação Monte Carlo para esconder o mensalão e até estimulou os deputados de sua base a criar a CPI do Cachoeira antes que a oposição o fizesse. Está disposto, inclusive, a ser, senão o primeiro, um dos primeiros convocados. 

Ainda há auxiliares dispostos a apostas na tensão com setores como oposição e imprensa, mas é cada vez mais forte o entendimento de que tensão atrai tensão e que o momento é de dialogar. A sinalização disso será a mudança de nomes-chave – ou o esvaziamento de poder de alguns. De uma vez. Ou gradualmente, se for o caso.

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O fato é que quem ganha força no governo é o núcleo da distensão – ou da tensão mínima, em vez da tensão máxima. Esse grupo prefere um Estado em paz e um governo em ação, a um governo em guerra constante e um Estado paralisado; ou uma equipe que, no afã de explodir o inimigo, acabe por implodir todo o governo e o futuro político do governador.

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