Maria do Rosário relata "tortura digital” com a filha

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) acompanhou a filha, Maria Laura Pacheco, 16, à Delegacia da Infância de Porto Alegre para denunciar o vazamento de fotos e a difusão de legendas falsas que rotulavam a adolescente como usuária de drogas e doente terminal.; desde os primeiros posts em 21 de fevereiro, a deputada, que também é ex-ministra dos Direitos Humanos, acionou a Polícia Federal e o Ministério Público em busca da identificação e punição dos criminosos que, segundo ela, espalham ódio na internet e usaram sua filha adolescente para atingi-la

15/09/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Entrevista com a Deputada Federal Maria do Rosário, PT. Foto: Guilherme Santos/Sul21
15/09/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Entrevista com a Deputada Federal Maria do Rosário, PT. Foto: Guilherme Santos/Sul21 (Foto: Giuliana Miranda)

Rio Grande do Sul 247 - A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), ex-ministra dos Direitos Humanos, acompanhou a filha, Maria Laura Pacheco, 16, à Delegacia da Infância de Porto Alegre para denunciar o vazamento de fotos e a difusão de legendas falsas que rotulavam a adolescente como usuária de drogas e doente terminal.

Desde os primeiros posts em 21 de fevereiro, a deputada acionou a Polícia Federal e o Ministério Público em busca da identificação e punição dos criminosos que, segundo ela, espalham ódio na internet e usaram sua filha adolescente para atingi-la.

As informações são de reportagem de Eliane Trindade na Folha de S.Paulo.

"'Que sejam identificados e responsabilizados aqueles que colocaram as imagens da minha filha nas redes sociais e manipularam a história dela", diz Maria do Rosário.

"Eu me senti muito mal, pois usaram a minha filha para me atingir. Aquelas legendas falsas e mentirosas foram feitas e divulgadas com intenção política de dizer que eu não sou uma boa mãe.

Foi mais uma violência, além de todas as palavras ruins e o ódio nas rede sociais e dentro do próprio Congresso contra mim. De tudo que passei na vida, foi o pior ataque que sofri.

A única coisa que me tranquiliza é que minha filha não é aquela menina descrita naquelas legendas ou apresentada nas imagens. Ela está bem, não tem Aids nem é soropositiva. Não é uma pessoa que utilize drogas pesadas, nem vive aquele contexto [descrito em legendas em sites como Faca na Caveira, entre outros].

Saber que é tudo mentira me dá muita raiva, mas se fosse verdade ela também deveria ter sido protegida [dos ataques]."

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