Marina diz que troca de Mantega pode ser “tarde”

Candidata do PSB sinaliza que população vai querer mudar a presidente da República e, assim, a equipe econômica; por isso, a indicação de Dilma Rousseff de que trocará o ministro da Fazenda eu seu próximo mandato, segundo Marina, "talvez seja tarde"; presidenciável esteve hoje em Guarulhos (SP), onde voltou a defender escola em tempo integral

Candidata do PSB sinaliza que população vai querer mudar a presidente da República e, assim, a equipe econômica; por isso, a indicação de Dilma Rousseff de que trocará o ministro da Fazenda eu seu próximo mandato, segundo Marina, "talvez seja tarde"; presidenciável esteve hoje em Guarulhos (SP), onde voltou a defender escola em tempo integral
Candidata do PSB sinaliza que população vai querer mudar a presidente da República e, assim, a equipe econômica; por isso, a indicação de Dilma Rousseff de que trocará o ministro da Fazenda eu seu próximo mandato, segundo Marina, "talvez seja tarde"; presidenciável esteve hoje em Guarulhos (SP), onde voltou a defender escola em tempo integral (Foto: Gisele Federicce)

247 - A presidenciável pelo PSB, Marina Silva, afirmou que "talvez seja tarde" para que a presidente Dilma Rousseff anuncie a troca de sua equipe econômica em um eventual segundo mandato. "Eleição nova, governo novo, equipe nova", disse ontem a presidente, quando questionada sobre o futuro do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

"Hoje a presidente Dilma sinaliza que vai mudar sua equipe econômica, mas talvez seja tarde para o movimento que ela está fazendo. A sociedade brasileira vai mudá-la e, mudando-a, a equipe econômica será outra", disse Marina nesta sexta-feira, em Guarulhos (SP), onde inaugurou um comitê voluntário de sua campanha. Marina também voltou a defender escola em tempo integral na Grande São Paulo.

Leia abaixo na reportagem da Agência Brasil:

Marina visita moradora de Guarulhos e volta a defender escola em tempo integral

Elaine Patricia Cruz – Durante visita à casa da cabeleireira Cleide Alves da Silva, no Jardim São Manuel, hoje (5), em Guarulhos (SP), a candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) voltou a defender a escola de tempo integral, um de seus programas de governo. No local, Marina foi saudada pela família de Cleide e por seus vizinhos.

Cleide, que se declarou eleitora de Marina e se voluntariou para montar uma Casa de Marina e de Beto [um espaço de militância da campanha] em sua residência, é casada e tem dois filhos, um deles, de 7 anos, com síndrome de Down. "Tenho um filho que é especial e tudo fica muito a desejar. Não consigo trabalhar em tempo integral porque não existe escola aqui que pegue o meu filho em período integral. Então, só consigo trabalhar depois que ele vai para a escola", disse a cabeleireira, que aprova o projeto de escola integral da candidata.

"Estamos aqui com Cleide nos comprometendo com a escola de tempo integral, para que crianças com necessidades especiais, como é o caso de Leonardo [filho de Cleide], e para que outras crianças que tenham as mesmas dificuldades possam ser acolhidas em uma escola que promova a educação inclusiva e faça o estímulo correto para que elas possam ser integradas adequadamente à sociedade e que seus pais possam ter também condições de trabalhar", disse a candidata. Ela defendeu também a criação do passe livre e de creches "para que as mães possam deixar seus filhos".

No local, Marina também desmentiu uma reportagem publicada hoje pelo jornal O Dia que diz que a candidata seria favorável a um projeto de lei que tira recursos de estados produtores de petróleo, tal como o Rio de Janeiro. "Uma série de mentiras estão sendo lançadas no Rio de Janeiro. Nosso compromisso é com a exploração do pré-sal, sem prejuízo dos estados produtores em relação aos royalties", disse ela, acrescentando que, para fazer a escola de tempo integral, os recursos viriam da exploração do petróleo.

Outro assunto abordado pela candidata na visita à cabeleireira foi a economia. Marina falou que sua equipe econômica "terá compromisso com a meta de inflação e com os juros baixos e a recuperação da credibilidade".

Marina disse que sua campanha pretende focar apenas em seu programa de governo e em ideias, e não "no embate".

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