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Mário Assad: 'PSB mineiro virou terra de ninguém'

A avaliação do ex-vice-presidente do diretório da legenda em Minas Mário Assad mostra o quanto a legenda está rachada e, como consequência, o prejuízo que o presidenciável pela sigla, Eduardo Campos, terá no segundo maior colégio eleitoral do País, que fica em uma região, o Sudeste, onde o ex-governador de Pernambuco precisa se tornar mais conhecido para decolar nas pesquisas; em carta enviada ao PSB, Assad diz que defendeu "a candidatura própria ao governo do Estado que se apresentasse como alternativa e não uma chapa escolhida a critério exclusivo do presidente da legenda (Júlio Delgado)"  

A avaliação do ex-vice-presidente do diretório da legenda em Minas Mário Assad mostra o quanto a legenda está rachada e, como consequência, o prejuízo que o presidenciável pela sigla, Eduardo Campos, terá no segundo maior colégio eleitoral do País, que fica em uma região, o Sudeste, onde o ex-governador de Pernambuco precisa se tornar mais conhecido para decolar nas pesquisas; em carta enviada ao PSB, Assad diz que defendeu "a candidatura própria ao governo do Estado que se apresentasse como alternativa e não uma chapa escolhida a critério exclusivo do presidente da legenda (Júlio Delgado)"   (Foto: Leonardo Lucena)
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Minas 247 – O PSB de Minas tornou-se "terra de ninguém, onde a unidade e postura ideológica tornaram-se meras postulações abstratas". A avaliação do ex-vice-presidente do diretório peessebista mineiro Mário Assad mostra o quanto a legenda está rachada e, como consequência, o prejuízo que o presidenciável pela sigla, Eduardo Campos, terá no segundo maior colégio eleitoral do País, que fica em uma região, o Sudeste, onde o ex-governador de Pernambuco precisa se tornar mais conhecido para decolar nas pesquisas.

Assad desistiu de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. Em carta emitida à Direção do PSB, neste final de semana, o ex-dirigente alfinetou seus correligionários, que, segundo ele, "dizem e fazem o que querem" e "servem a quaisquer senhores". Para ele, em Minas a legenda enfrenta um quadro de "desagregação".

"Em nenhum momento agi com dissimulação de meus propósitos. Defendi a candidatura própria ao governo do Estado que se apresentasse como alternativa e não uma chapa escolhida a critério exclusivo do presidente da legenda, composta, inclusive, com figura sem expressão política", afirmou, em referência ao deputado federal Júlio Delgado, que preside da sigla em Minas.

O racha no PSB mineiro é decorrente das divergências em relação à candidatura própria do partido. Enquanto Campos e outros integrantes da legenda defendem postulação ao Executivo estadual, a correligionária e vice do ex-governador, Mariana Silva, apoiava no nome do ambientalista Apolo Heringer (PSB). Este também tinha aval dos integrantes da Rede Sustentabilidade. Os redistas já deixaram claro que não subirão no palanque socialista no estado.

Mesmo com as dissidências, prevaleceu a posição de Campos, e o indicado para disputar o Palácio Tiradentes foi o ex-deputado federal Tarcísio Delgado, pai de Júlio Delgado,. A chapa tem Sílvia Reis (PRTB) como vice e Margarida Vieira (PSB) para o Senado.

Em meio à desunião interna no PSB-MG, o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia pediu desfiliação da legenda para coordenar a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) no estado, quase m ano após ser substituído da presidência do PSB-MG, Mares Guia foi uma das principais figuras do mensalão tucano, mas, ao completar 70 anos de idade em 2012, conseguiu se livrar das acusações de peculato e lavagem de dinheiro.

O prazo de prescrição para estes dois crimes é de 16 anos, no entanto, o mesmo é reduzido pela metade para réus com 70 anos. Como consequência, a denúncia contra o ex-ministro foi acatada pela Justiça de Minas em 2010, enquanto que deveria ter sido apresentada até 2006.