Marise, ‘afilhada’ de Marcelo Limírio, aliado de Cachoeira

Reportagem da revista poca mostra, em dilogos gravados pela Polcia Federal, que megaempresrio Marcelo Limrio foi o padrinho da superintendente da Caixa em Gois. Foi ela que conduziu negociao da folha do Estado. Caixa pagou R$ 47 milhes e Ita ficou fora

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Goiás 247 - Os tentáculos do contraventor Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo, chegou ao maior banco estatal do País. É o que revela reportagem da revista Época (para ler, aqui), que teve acesso com exclusividade a diálogos gravados pela Polícia Federal. Nas escutas, Cachoeira e seu parceiro, Claudio Abreu, ex-diretor da Delta Construções para o Centro-Oeste, comemoram o fechamento de contrato milionário com a Caixa e a indicação de Marise Fernandes de Araújo para a superintendência da instituição financeira em Goiânia.

Claudio festeja aos gritos o contrato celebrado com a Caixa para a construção em Brasília do Centro Tecnológico da CEF. Em seguida, em um segundo áudio, Cachoeira também compartilha uma “boa notícia” com o parceiro. “A nova superintendente da Caixa é a Marise. Vou levar ela aí para você conhece-la. O Marcelo que pôs ela, o Marcelo da Neoquímica”, diz o contraventor.

Cachoeira se referiu a Marcelo Limírio, do laboratório NeoQuímica, também sócio do contraventor. Limírio é sogro da sobrinha de Carlinhos Cachoeira e de Alexandre Baldy, secretário de Indústria e Comércio do governo Marconi Perillo. A indicação e permanência de Baldy no cargo foram bancadas pelo empresário. Hoje, inclusive, há uma torcida no governo estadual para que Baldy peça para sair (ele, porém, já teria dito que pedir, nem pensar).

Mas por que Marise aparece na história?

Antes de assumir o comando da Caixa em Goiânia, Marise – funcionária de carreira da Caixa – foi superintendente do banco em Anápolis, cidade natal de Cachoeira e de Marcelo Limírio. No município, localizado a 50 quilômetros da Capital, Marise ficou próxima a Carlos Nogueira, conhecido como Butina e apontado pela PF como laranja de Cachoeira nos veículos de comunicação, Jornal Estado de Goiás e Canal 5 de televisão (leia mais aqui). 

À frente da superintendência em Goiânia, Marise foi a responsável por conduzir a negociação com o governo Marconi para a compra da gestão da folha de pagamento do Estado. A Caixa desembolsou R$ 470 milhões na operação realizada em novembro do ano passado, tirando o Itaú da jogada.

Catalão

Na conversa com Cachoeira, Cláudio Abreu avalia como “importante” a indicação de Marise, já que a Delta estava de olho nas obras de saneamento do PAC em Catalão, cidade a 249 quilômetros de Goiânia. “Isso tudo vai depender da superintendência”, afirma Abreu. Segundo a revista Época, sete meses depois do diálogo entre Cachoeira e Abreu, a empresa Delta foi contratada, por R$ 25,1 milhões, para fazer obras de saneamento no município do sudeste goiano. 

Mas a revelação da proximidade de Marise com o grupo de Cachoeira chama a atenção para um personagem que tem aparecido bastante, mas sobre o qual pouco se sabe: Marcelo Limírio. Ele indicou a superintendente da Caixa, é sócio de Demóstenes Torres em uma faculdade, doador de campanha do próprio senador e do governador Marconi Perillo, sócio de Cachoeira. Megaempresário.

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