Marta: denúncia da Odebrecht contra ACM "não pode passar despercebida"

A vereadora Marta Rodrigues (PT) reiterou nesta terça-feira "a importância de que sejam investigadas as denúncias feitas em delação premiada pelo empresário da Odebrecht André Vital contra o prefeito ACM Neto (DEM)"; o então diretor da empreiteira disse ter entregue R$ 1,8 milhão em dinheiro a um representante do democrata em 2012, antes da eleição; os deputados petistas Robinson Almeida e Afonso Florence protocolaram representação no Ministério Público pedindo investigação de suspeitas de favorecimento à Odebrecht na licitação das obras da Barra; "Denúncia dessa natureza envolvendo um gestor municipal e uma obra como a da Barra não pode passar despercebida", diz Marta

Marta Rodrigues
Marta Rodrigues (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - A vereadora Marta Rodrigues (PT) reiterou nesta terça-feira (6) "a importância de que sejam investigadas as denúncias feitas em delação premiada pelo empresário da Odebrecht André Vital contra o prefeito ACM Neto (DEM)". O então diretor da empreiteira disse ter entregue R$ 1,8 milhão em dinheiro vivo a um representante do prefeito em 2012, antes da eleição municipal.

Os deputados petistas Robinson Almeida e Afonso Florence protocolaram ontem uma representação no Ministério Público do Estado pedindo investigação de suspeitas de favorecimento da Odebrecht na licitação das obras da Barra. "Denúncia dessa natureza envolvendo um gestor municipal e uma obra como a da Barra não pode passar despercebida. É grave e precisa ser apurada com urgência", diz Marta.

Para ela, "as suspeitas colocam em xeque a credibilidade da obra e o cumprimento do que foi prometido no projeto original". Em abril último, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, enviou ao Ministério Público Federal na Bahia uma petição reforçando a investigação de possíveis irregularidades na requalificação do bairro.

"Essas possíveis irregularidades vão ao encontra das queixas dos moradores do bairro reforçadas em audiência da Câmara Itinerante, no dia 27 de março, na Associação dos Moradores da Barra (Amabarra)", aponta a vereadora. Entre as queixas, está a de que o resultado final da 'requalificação' nada contemplou do projeto original.

Segundo a associação, a obra foi entregue sem estar concluída. "O prefeito realizou uma obra que custou cerca de R$ 60 milhões e o resultado ficou aquém do que foi proposto aos moradores no projeto original. Hoje, o bairro enfrenta graves alagamentos em dias de chuva nas ruas, porque não possui sistema adequado de microdrenagem", afirma a petista.

Ainda conforme a associação de moradores da Barra, o prefeito prometeu cabeamento e embutimento dos fios elétricos, além de resolução do problema crônico de esgotamento das águas pluviais que poluem as praias da Barra. "Um ano da conclusão da reforma se passou e nada disso foi feito. Os moradores só acumulam reclamações, tanto por causa da queda no comércio, como por causa dos problemas do projeto".

De acordo com as informações divulgadas pelo STF, a Odebrecht venceu a concorrência para realizar o serviço com outros três grupos. André Vital disse, conforme petição assinada por Fachin, que houve "irregularidades durante o processo licitatório associado às obras de requalificação da orla da Barra em Salvador".

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