HOME > Geral

Matilde Ribeiro destaca avanços nas políticas públicas de igualdade racial

Audiência pública da Comissão de Direitos Humanos debateu as políticas públicas de promoção da igualdade racial no Brasil, com a presença da ex-ministra Matilde Ribeiro. Ela também apresentou  o livro de sua autoria sobre a mesma temática, resultado de uma tese desenvolvida durante o curso de doutorado na Universidade Católica de São Paulo. A audiência foi proposta pelo deputado Moisés Braz (PT)

Audiência pública da Comissão de Direitos Humanos debateu as políticas públicas de promoção da igualdade racial no Brasil, com a presença da ex-ministra Matilde Ribeiro. Ela também apresentou  o livro de sua autoria sobre a mesma temática, resultado de uma tese desenvolvida durante o curso de doutorado na Universidade Católica de São Paulo. A audiência foi proposta pelo deputado Moisés Braz (PT) (Foto: Fatima 247)

 A ex-ministra de políticas públicas de igualdade racial e professora, Matilde Ribeiro, durante audiência pública na tarde desta sexta-feira (27/02), destacou as políticas públicas de promoção da igualdade racial no Brasil e cobrou medidas de combate à violência contra a população negra. Ela também apresentou  o livro de sua autoria sobre a mesma temática, resultado de uma tese desenvolvida durante o curso de doutorado na Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

O evento foi promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Cidadania (CDHC) da Assembleia Legislativa e atendeu a proposta do deputado Moisés Braz (PT). O presidente da CDHC, deputado Zé Ailton Brasil (PP), destacou o trabalho desenvolvido por  Matilde Ribeiro na promoção da igualdade racial, durante a sua gestão no governo Lula.   

O deputado Moisés Braz (PT) também lembrou o trabalho da professora da Unilab e ex-ministra Matilde Ribeiro e disse que apesar dos avanços na luta pela igualdade racial no País, os negros, índios e  outras minorias ainda sofrem com a discriminação racial, social e econômica. “Apesar das conquistas e avanços das políticas públicas no Brasil, os negros, em particular no Ceará, que foi um dos primeiros Estados a libertar os escravos, ainda são vítimas da discriminação”, pontuou.

 A professora Matilde Ribeiro agradeceu o convite e enfatizou que o Ceará, que também é negro, se diz não negro, tendo com isso disseminado essa ideia errônea entre a população. A ex-ministra defendeu que as entidades de direitos humanos devem lutar contra o extermínio de jovens negros no Brasil, que são as maiores vítimas da violência; a violência contra a mulher negra; o extermínio de indígenas, e reforçar a aceitação de que no País existem Quilombolas.

Ela destacou os avanços e conquistas da população negra a partir da Constituição de 1988, como a criminalização do racismo, as políticas de cotas nas universidades, a criação da Unilab, entre outras. Pontuou, entretanto, que é preciso continuar avançando. “Ainda há uma grande distância entre a Carta Magna e o que acontece no cotidiano, no dia-a-dia”, afirmou.  

O deputado Renato Roseno (Psol) elogiou a contribuição da ex-ministra Matilde Ribeiro na aplicação e desenvolvimento de políticas públicas de igualdade e levantou a questão da intolerância religiosa, principalmente contra as religiões afrodescendentes.

 O estudante universitário, Rafael Oliveira da Rocha, falando em nome da juventude  negra, disse que está hoje na universidade graças ao Prouni,” o que é um avanço, mas é necessário pôr um fim na discriminação”. “Não basta colocar o negro na universidade, é preciso garantir a permanência dele na faculdade. Hoje em dia a gente sai de casa para estudar e não sabe se volta porque é parado pela polícia e tratado como bandido”, desabafou.          

Após os debates, a professora Matilde Ribeiro apresentou o livro “Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial no Brasil”. A obra resgata a construção das políticas públicas de igualdade racial implantadas no Brasil de 1986 a 2010.
Também participaram do debate, o presidente do PT no Ceará, Diassis Diniz; o  representando da CUT-CE, Antonio Ricardo, e integrantes de organizações ligadas as políticas de igualdade racial. 

 

Assessoria de Imprensa/Assembleia Legislativa