“Me faz acreditar na justiça”, diz Renan após ser absolvido no STF

Absolvido por falta de provas da acusação de desvio de dinheiro público, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) também disse que lhe foi tirado um “peso dos ombros”; emedebista era acusado de ter desviado sua verba parlamentar por meio da simulação do aluguel de carros para o seu gabinete para efetuar o pagamento de pensão alimentícia de uma filha

“Me faz acreditar na justiça”, diz Renan após ser absolvido no STF
“Me faz acreditar na justiça”, diz Renan após ser absolvido no STF (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Por cada Minuto - Após ser absolvido por falta de provas da acusação de desvio de dinheiro público, pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 18, o candidato a reeleição para o Senado por Alagoas, Renan Calheiros, se manifestou em suas redes sociais, onde disse que lhe foi tirado um “peso dos ombros”, mas o “faz acreditar na justiça e seguir em frente”.

A decisão de absolver Renan foi tomada por unanimidade pelos ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, e Edson Fachin. A ministra Carmem Lúcia não participou da sessão.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República acusou o senador de ter desviado parte de sua verba parlamentar por meio da simulação do aluguel de carros para o seu gabinete. Os senadores têm direito a esse tipo de verba para pagar atividades do mandato. Conforme a acusação, Renan desviou os valores para efetuar o pagamento de pensão alimentícia a filha com a jornalista Mônica Veloso.

O relator do processo, ministro Edson Fachin, afirmou que a acusação da Procuradoria apresentou apenas "indícios", mas não conseguiu comprovar as suspeitas ao longo da investigação. O ministro Gilmar Mendes afirmou que a defesa de Renan conseguiu provar que o serviço de locação dos automóveis foi prestado e pediu à Procuradoria para "redobrar a cautela com as denúncias".

Em nota, Renan Calheiros afirmou que acusações foi um massacre em várias áreas de sua vida.

"Esse julgamento encerrou um momento muito difícil de perseguição e acusações sem provas do Ministério Público contra mim. Foram longos 11 anos de injustiças. Por causa dessa ação, tornaram-me réu, quase fui afastado da presidência do Senado e fui retirado da linha sucessória da Presidência da República. Foi um massacre pessoal, familiar, moral, psicológico e institucional", disse Renan.

 No texto, Calheiros também afirma que ouvir dos ministros que o caso foi vexatório para os acusadores, custou muito para a imagem do Senado e do país, “me tira um peso dos ombros, me faz acreditar na justiça e seguir em frente", finalizou.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247