Médica é alvo de racismo por uso de dreadlocks
Gaúcha Thatiane Santos da Silva, 30, que integra o programa Mais Médicos no município de Santa Helena (a 619 km de Curitiba), acusa a secretária de Saúde municipal, Terezinha Madalena Bottega, de fazer comentários racistas por conta de seu cabelo; negra, ela diz ter ouvido da secretária que seu cabelo exala um cheiro forte e que os pacientes estão acostumados a outro "padrão" de médicos; a médica registrou um boletim de ocorrência
Rio Grande do Sul 247 – A médica gaúcha Thatiane Santos da Silva, integrante do programa Mais Médicos na cidade de Santa Helena, a 619 km de Curitiba, foi alvo de racismo, segundo ela, por conta de seus 'dreadlocks'.
Thatiane, que é negra, conta ter ouvido comentários racistas da secretária municipal de Saúde, Terezinha Madalena Bottega. A secretária disse que seu cabelo exala um cheiro forte e que os pacientes estão acostumados a outro "padrão" de médico.
A secretária negou que houve racismo em sua declaração: "Não foi nenhum ato de racismo da nossa parte. A gente quis alertá-la de possíveis comentários porque não estamos acostumados a esse tipo de visual", afirmou.
Thatiane registrou um boletim de ocorrência sobre o caso. O episódio foi contado pela Folha de S. Paulo (leia aqui). "Foi total falta de ética ao julgar a capacidade de um profissional pela sua aparência", disse a médica, que estudou medicina em Cuba.