Médicos estão “desistindo” de trabalhar para o Governo de Alagoas

Segundo o sindicato da categoria, mais de mil profissionais já deixaram o Estado devido à desvalorização da classe. Em greve desde o ano passado, os médicos lutam por aumento de salário, melhoria na estrutura de trabalho, realização de concurso público e implantação do Plano de Cargos, Carreira e Salários. O presidente do Sindicato, Wellington Galvão, chama o governador Vilela (PSDB) de “insensível e irresponsável porque observa a debandada de médicos do próprio Estado e não está nem aí com o caos”.

Médicos estão “desistindo” de trabalhar para o Governo de Alagoas
Médicos estão “desistindo” de trabalhar para o Governo de Alagoas

Alagoas247 - O presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), Wellington Galvão, voltou a condenar a postura do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) frente às negociações com a categoria. Segundo ele, o caos na saúde pública segue a comprometer o atendimento à população em Alagoas, com a carência de profissionais chegando ao limite. Prova disto é que 90% do quadro de profissionais de um hospital em Palmares, na divisa de Alagoas com Pernambuco, é formado por médicos alagoanos.

Conforme Wellington Galvão, desde o início da greve - deflagrada ainda no ano passado -, a população da capital e do interior sofre com a saída de médicos, insatisfeitos com os salários e a precariedade das unidades de saúde. Há seis anos, Alagoas abrigava 2.500 profissionais, sendo que, atualmente, este número não passa de 1,2 mil. Os que resistem à falta de condições de trabalho ainda tentam preencher o espaço deixado pelos que já deixaram o estado, dobrando a carga horária de plantões para suprir a demanda de pacientes, enquanto o governo teima em não anunciar a realização de concurso público.

 “É surpreendente a falta de humanidade do governador. Ele é um insensível e irresponsável porque observa a debandada de médicos do próprio Estado e não está nem aí com o caos que estamos a vivenciar", criticou o presidente.

Na última quinta-feira (25), o vereador por Maceió Cléber Costa (PT), durante sessão na Câmara Municipal, deixou os colegas a par do que está acontecendo com os profissionais da medicina e, na semana passada, reuniu-se com Teotônio Vilela e representantes do sindicato, na tentativa de pôr fim à greve. Wellington Galvão agradeceu o apoio ofertado pelo vereador, mas lamentou a inércia do Estado.

 “Não fui ao encontro porque Vilela não quis me receber. Agradeço o envolvimento da Câmara com nossa causa, bem como o do senador Fernando Collor [PTB], que tenta resolver nossa situação. Infelizmente, a rixa parte do governador, pois, ele acha que estou fazendo terrorismo. Mas estamos cumprindo com todas as determinações da legislação e reivindicando nossos direitos. Todos tentam garantir o mínimo de dignidade à população porque não restou sequer profissional para fazer uma imobilização", pontuou Galvão, referindo-se à evasão dos mais de 1,2 mil médicos. 

Desde o ano passado, os médicos lutam por aumento de salário, melhoria na estrutura de trabalho, realização de concurso público e implantação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS). O sindicato vem recorrendo junto a todos os setores da sociedade civil organizada, bem como aos poderes constituídos, a exemplo do Tribunal de Justiça, que já tentara intermediar uma solução para o problema junto ao governador Teotônio Vilela.

Com gazetaweb.com
 

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