Médicos podem deixar de atender planos de saúde

Categoria afirma que não está havendo respeito às normas da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), que estabelece uma média de R$ 60,00 em relação ao preço das consultas

Médicos podem deixar de atender planos de saúde
Médicos podem deixar de atender planos de saúde (Foto: Divulgação)

Leonardo Lucena _PE247 – Os médicos que trabalham com plano de saúde estão se mobilizando para paralisar o atendimento a partir da próxima semana. Isso porque, de acordo com os profissionais do segmento, não está havendo respeito às normas da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), que estabelece uma média de R$ 60,00 em relação ao preço das consultas. Devem ser afetadas cerca de 40% das 1,6 milhão de pessoas que utilizam os planos no Estado.

Segundo o presidente da Comissão Estadual de Honorários Médicos (CEHM) e diretor financeiro do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Mário Lins, os preços mínimo e máximo de uma consulta no Estado devem ser R$ 48,00 e R$ 72,00, respectivamente. Entretanto, há consultas em que o valor chega apenas a R$ 42,00.

As informações dão conta de que a decisão sobre efetiva paralisação deve ocorrer no próximo dia 31, em Brasília, já que o movimento é nacional. “Sabemos que o valor das consultas varia de empresa para empresa, mas estamos trabalhando para que as mesmas respeitem essa variação mínima e máxima no preço”, afirma o dirigente.

Num rol de várias empresas - Amil (Medial Saúde, Saúde Excelsior, Grupo Saúde), Hapvida, Norclínicas/ Intermédi­ca/No­tredame, Real Saú­de, América Saúde, AIG Saúde, Gama Saúde, Bradesco Saúde, Sul América Saú­de, Meridional, Golden Cross, Geap, Unibanco, Allianz e Medser­vice – não se sabe quais delas vão aderir ao movimento.

“Não há como saber quais empresas aderiram ao movimento. Estamos negociando com as mesmas para saber como ficarão os preços relativos às consultas”, afirma Lins.

Em abril, as empresas de plano de saúde já tinham realizada uma paralisação por esse mesmo motivo relacionado ao valor das consultas. Na ocasião, foram atingidas 45% das 1,6 milhão de pessoas que utilizam plano de saúde em todo o Estado.

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