Médicos vão às ruas de Goiânia para protestar

Cerca de 400 profissionais fizeram caminhada pelo Centro e Setor Oeste e protestaram contra a importação de médicos estrangeiros e também pediram melhores condições de trabalho

Médicos vão às ruas de Goiânia para protestar
Médicos vão às ruas de Goiânia para protestar

A Redação_ Médicos goianos saíram em passeata, nas ruas de Goiânia, na tarde desta quarta-feira (3/7), reivindicando diversas questões relacionadas à profissão. Dentre elas, o Ato Médico e a revalidação do diploma de medicina por parte de médicos estrangeiros.

Cerca de 400 profissionais da saúde passaram pela Av. Assis Chateubriand, por volta das 16h30, na altura do Setor Oeste, seguindo para a Praça Cívica. O protesto está sendo feito também, simultaneamente, em diversas outras cidades do País.

Em São Paulo, um grupo de médicos fechou totalmente a Avenida Paulista, no centro da capital paulista, no sentido Consolação, por volta da 16h40, em protesto contra a entrada de médicos estrangeiros no país.

O projeto do Ministério da Saúde pretende trazer profissionais de outros países para suprir a carência de médicos nas periferias e em pequenas cidades do interior do Brasil.

Segundo o presidente da Associação Paulista de Medicina, Florisval Meinão, a categoria é contra a vinda dos profissionais sem uma avaliação apropriada para a revalidação dos diplomas. “É um grande risco para a população. Com certeza de 80% a 90% deles [médicos estrangeiros] não tem conhecimento suficiente para trabalhar no nosso país”, disse.

Meinão defende que o governo federal amplie os investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) e reestruture um plano de carreiras para dar garantia aos médicos que forem trabalhar nas periferias e pequenas cidades do país.

Os manifestantes, que neste momento se encontram próximos ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), pretendem seguir até a sede da Presidência da República, também localizado na Avenida Paulista, próximo à Rua Augusta.

O protesto recebeu o apoio de um grupo de estudantes e professores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que saíram da Avenida Doutor Arnaldo para encontrar o restante da manifestação na Avenida Paulista. (Com informações da Agência Brasil)

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