Mendonça pressiona por aliança com Jackson; convencerá João?
Na entrevista que concedeu, nesta quinta-feira (30), Mendonça disse que PMDB e DEM estão vivendo "um momento novo", com "portas abertas ao diálogo"; "Queremos sim conversar, porque queremos o melhor para o povo de Aracaju, para o povo de Sergipe", disse; "as pessoas querem essa aproximação", frisou, para em seguida alertar que acordo para eleição ainda não há; "Temos um calendário que temos que obedecer, um calendário de atitudes, porque a decisão de João Alves é de foro íntimo. João não disse se será candidato ou não", ressaltou
Sergipe 247 - Desde o último final de semana, quando ocorreu o Pré-Caju, que só se comenta nas rodas políticas sergipanas a boa relação demonstrada pelo governador Jackson Barreto (PMDB) com o deputado federal Mendonça Prado (DEM). Eles caminharam juntos pela quase totalidade do percurso do desfile do bloco Nana Banana no sábado (25) e depois foram juntos ao camarote do prefeito João Alves Filho (DEM). Desde então, Mendonça já postou duas mensagens no Facebook em favor de Jackson: em uma delas, inclusive, defendendo o governador de acusações da oposição. Na entrevista que concedeu, nesta quinta-feira (30), Mendonça disse que PMDB e DEM estão vivendo "um momento novo", com "portas abertas ao diálogo". Toda esta insinuação de uma possível aliança visando ao pleito deste ano cativará João, que é quem decide mesmo pelo DEM?
Ao participar do programa do radialista George Magalhães na manhã desta quinta, Mendonça afirmou que "quer sim conversar com Jackson". "Queremos sim conversar, porque queremos o melhor para o povo de Aracaju, para o povo de Sergipe", disse. "As pessoas querem essa aproximação", frisou, mas alertou que acordo para eleição ainda não há, embora tenha dito, logo em seguida, que a aceitação do povo diante dele e Jackson unidos foi "excepcional". O deputado aproveitou ainda a oportunidade para criticar seus principais desafetos políticos. "Jackson estar ao lado de Mendonça causou uma raiva muito grande naquelas pessoas que não gostam de mim", afirmou, em referência aos irmãos Edivan e Eduardo Amorim.
Na entrevista, Mendonça negou mais uma vez que o governador tenha sido vaiado durante a homenagem ao Chiclete com Banana. "Eu estava no trio, no bloco. E o que teve foi aplauso. Só na cabeça dos Amorim que iriam vaiar Jackson num momento de homenagem ao Bel e ao Chiclete. Falsificaram gravações e áudios. Isso é delito, que deve ser repudiado. Se são capazes de fazer isso, são capazes de coisas muito piores", criticou.
Ao final do programa, Mendonça lembrou que qualquer posição do DEM dependerá da candidatura de João ao governo. "Temos um calendário que temos que obedecer, um calendário de atitudes, porque a decisão de João Alves é de foro intimo. João não disse se será candidato ou não. Diante disso, eu não posso dizer que serei ou não serei. O que posso dizer é que se João não se desincompatibilizar, estou a disposição do meu partido para qualquer desafio", afirmou o deputado, em referência à possibilidade de ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Jackson Barreto.