HOME > Geral

Merval também vê Skaf como um fora-da-lei

Colunista do Globo critica presidente da Fiesp, potencial candidato a governador de São Paulo, que “comprou tempo de televisão recentemente para comemorar como uma vitória pessoal a determinação da Justiça de desautorizar o aumento do IPTU da cidade de São Paulo”

Colunista do Globo critica presidente da Fiesp, potencial candidato a governador de São Paulo, que “comprou tempo de televisão recentemente para comemorar como uma vitória pessoal a determinação da Justiça de desautorizar o aumento do IPTU da cidade de São Paulo” (Foto: Roberta Namour)

247 – O colunista do Globo Merval Pereira critica a postura de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, diante do reajuste do IPTU defendido pelo prefeito Fernando Haddad (PT). Segundo ele, Skaf age fora da lei. Leia:

Campanha sem lei

Em todo o país vê-se quase que diariamente a quebra das regras eleitorais, com autoridades de diversos níveis sabidamente candidatas utilizando-se do acesso ao rádio e à televisão que lhes permitem os cargos que ocupam para preparar suas candidaturas. Principalmente a presidente Dilma. Teoricamente, a propaganda eleitoral nas ruas e na internet será liberada no dia 6 de julho, e a campanha no rádio e na televisão começará no dia 19 de agosto.

O caso mais escandaloso é o do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, potencial candidato a governador de São Paulo, que comprou tempo de televisão recentemente para comemorar como uma vitória pessoal a determinação da Justiça de desautorizar o aumento do IPTU da cidade de São Paulo. O imposto é municipal, e a entidade que Skaf preside é estadual, e a proibição do aumento deveu-se também a uma ação do PSDB.

Mas isso não tem a menor importância para quem quer aparecer para o grande público como o defensor dos cidadãos contra a ganância do prefeito petista Fernando Haddad. Ontem Paulo Skaf esteve no Supremo Tribunal Federal para conversar com o presidente Joaquim Barbosa a respeito, pois a prefeitura de São Paulo recorreu ao STF depois de perder na justiça local e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

São os primeiros movimentos da campanha eleitoral desenrolando-se diante dos eleitores, sem que os tribunais eleitorais tomem providências. Como oficialmente não há campanhas eleitorais ainda, não há uma legislação específica que possa ser acionada, tudo dependerá da subjetividade dos juízes eleitorais.

No Rio, há um procurador tentando controlar pré-candidatos de vários partidos que estão descumprindo a lei eleitoral. O vice-governador Pezão, do PMDB, o deputado federal Garotinho, do PR e o senador Lindbergh Farias, do PT, cada um a sua maneira desrespeita sistematicamente a lei, inaugurando obras ou usando o horário eleitoral gratuito do partido para alavancar seus nomes ao governo do Estado.

Os partidos e candidatos sabem que estão errados, mas preferem pagar a multa irrisória – o valor varia de 5.000 a 20.000 reais – a deixar de fazer a propaganda eleitoral antecipada. Isso quando pagam multa.