Michael Jordan: de ídolo a vilão

Antes dolo dos atletas e fs do basquete, americano lidera grupo de franquias da NBA e fica contra os jogadores

Michael Jordan: de ídolo a vilão
Michael Jordan: de ídolo a vilão (Foto: Luciana Vermell/FOTOCOM.NET)
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Cassius Oliveira_247 – Michael Jordan está prestes a ter sua imagem modificada de ídolo para vilão na NBA. O americano considerado o melhor jogador de basquete de todos os tempos é também o sócio majoritário do Charlotte Bobcats e um dos líderes do grupo de donos de franquias que não aceitaram a última proposta de divisão dos lucros da liga norte-americana, que favorecia os atletas. Este era um dos pontos cruciais do novo acordo coletivo da liga, que não chega a um consenso com os jogadores.

No impasse, os atletas defendem manter o acordo atual, que destina 57% dos lucros para os jogadores e 43% para as equipes. Com essa divisão, porém, os times reclamaram de um prejuízo de US$ 300 milhões (R$ 529 milhões) em 2010. Os clubes propuseram, então, uma divisão igual de 50% para os dois lados, ideia rejeitada pelos jogadores. Jordan se juntou com um grupo de patrões ainda mais radical, que defende que apenas 47% vão para os atletas.

Ao ouvir a proposta da divisão igual, os jogadores anunciaram que apelariam à Justiça americana. Os jogadores dizem que se sentem traídos por Jordan, uma vez que, como astro da NBA, os atletas esperavam mais apoio do ex-jogador. O armador Nick Young, do Washington Wizards, que usa produtos da marca do ídolo, o criticou pelo Twitter. “Não vou usar mais os produtos dele. É inacreditável o que vi e ouvi sobre Michael Jordan”.

A NBA cancelou recentemente todos os jogos até o dia 5 de dezembro, o que corresponde a 324 jogos, cerca de 26% da primeira fase da liga. O impasse acontece desde o dia 1º de julho, quando o antigo contrato se expirou. É grande o risco de a temporada 2011/2012 da liga norte americana não acontecer, já que com a dissolução do sindicato dos jogadores está mais distante de um acordo entre atletas e donos de franquias.

Este é o maior locaute da liga norte-americana. O último aconteceu em 1999, quando a temporada começou apenas em janeiro, com 50 jogos por time na fase regular, em vez dos tradicionais 82. Muitos jogadores foram liberados para atuar em outras ligas enquanto o campeonato está paralisado, entre eles os brasileiros Tiago Spliter, que vai defender o Valencia da Espanha, e Leandrinho, atuando pelo Flamengo.

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