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Militância do PSB se diz "asfixiada" por acordo com tucanos

Com duras críticas a administração do PSB em Minas, militantes se mostraram extremamente insatisfeitos com falta de voz dentro do partido; a principal causa citada é o acordo entre o partido e o PSDB pela prefeitura de BH, da qual os partidários dizem "não ter participado nem um minuto"; "Não fomos respeitados, nunca fomos ouvidos, foram trazidas pessoas de fora recentemente para se filiar ao partido, dizendo que estão ocupando espaços" disse Antônio Elias Filho, o Nanuque, histórico militante do partido em Minas

Com duras críticas a administração do PSB em Minas, militantes se mostraram extremamente insatisfeitos com falta de voz dentro do partido; a principal causa citada é o acordo entre o partido e o PSDB pela prefeitura de BH, da qual os partidários dizem "não ter participado nem um minuto"; "Não fomos respeitados, nunca fomos ouvidos, foram trazidas pessoas de fora recentemente para se filiar ao partido, dizendo que estão ocupando espaços" disse Antônio Elias Filho, o Nanuque, histórico militante do partido em Minas (Foto: Luis Mauro Queiroz)
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Minas 247 -  Em entrevista ao Minas 247, militantes do PSB criticaram duramente o diretório estadual do partido. Antônio Elias Filho, o Nanuque, candidato a deputado estadual em 2006 e histórico militante, descreveu a atual situação do partido como "asfixiante", sem meios para que haja o debate entre filiados.  Colocou também o acordo entre o PSB e o PSDB como uma das possíveis causas para o problema. " De um certo tempo para cá houve esse acordo entre PSB e PSDB e nos sentimos asfixiados. Haja vista que não participamos, em nenhum minuto, de alguma administração que tenha a bandeira do PSB em BH". 

Há também um descontentamento com a forma que foi escolhida a presidência do diretório estadual do PSB. Segundo Nanuque, o secretário geral do atual presidente do partido e o prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda formarão a presidência da legenda em Minas Gerais. Tal fato gera descontentamento pela falta de voz da militância para opinar na decisão. "No atual momento foi feito um acordo, que nós desconhecemos qual seja o conteúdo, onde o deputado Júlio Delgado, que ainda é o presidente do partido em Minas, declina de ficar na vice-presidência, mas coloca seu secretário geral Laudo Natel no posto e o prefeito Márcio Lacerda virá como presidente. Ocorre que não existe nenhum militante nessa composição – isso nos causa um descontentamento, vez que o partido não é feito só de deputados e prefeitos, é feito também de sua militância."

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Foi expressado também um sentimento que há uma diferença ideológica grande dentro do partido em Minas. "A prática tem demonstrado isso de uma forma gritante.  Socialismo preconiza que socializar é comum a todos – nós temos sido segregados ao longo do tempo dentro do diretório estadual. Partido não é um produto da iniciativa privada, é uma instituição pública, tem inúmeros pensamentos que a agregam. Por isso que nós temos direito de colocar nossa visão, nossas propostas. Uma vez vencida, aceitaremos, mas temos direito de colocá-las para que a maioria possa optar a vir conosco. "

 

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Confira abaixo a entrevista completa com Antônio Elias Filho: 

 

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O que está acontecendo dentro do PSB que desagrada sua militância? 

A militância do PSB em Minas Gerais tinha espaço e oxigênio para estar nas discussões e proposições. De um certo tempo para cá houve esse acordo entre PSB e PSDB e nos sentimos asfixiados. Haja vista que não participamos, em nenhum minuto, de alguma administração que tenha a bandeira do PSB em BH.

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No atual momento foi feito um acordo, que nós desconhecemos qual seja o conteúdo, onde o deputado Júlio Delgado, que ainda é o presidente do partido em Minas, declina de ficar na vice-presidência, mas coloca seu secretário geral Laudo Natel no posto e o prefeito Márcio Lacerda virá como presidente. Ocorre que não existe nenhum militante nessa composição – isso nos causa um descontentamento, vez que o partido não é feito só de deputados e prefeitos, é feito também de sua militância. Vamos apontar que um partido que tem na sua essência o socialismo deve dar espaço a todos os segmentos que o compõe – e nós militantes, em Minas Gerais, temos sido, de certa forma, hostilizados.

 Não somos vistos enquanto adversários, que divergem, mas há respeito. Não fomos respeitados, nunca fomos ouvidos, foram trazidas pessoas de fora recentemente para se filiar ao partido, dizendo que estão ocupando espaços. Não estamos brigando por cargos remunerados, nós estamos brigando por direito a participar das decisões partidárias. Caso não tenhamos essa contemplação dos militantes, fazendo parte das decisões partidárias, nós estamos dispostos a recorrer às últimas instâncias legais para poder valor nossos direitos enquanto militantes.

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Nós militantes nunca concordamos com essa questão do partido ter a bandeira enquanto franquia. Por que a sigla é perene, os políticos são passageiros e os cargos são efêmeros. Nós lutamos para preservar o partido – nada além do partido nos interessa. Que ele seja essa instância democrática que todos tenham direito e voz. Quando vencido pelos argumentos, quedaremos. Só não suportaremos que nos enfie “goela a baixo” as imposições advindas do poder econômico.

Os pontos são conhecidos estatutariamente dentro do programa partidário. Vale dizer que o socialismo é abrangente, não excludente. Lutamos para isso, que tenhamos voz como tínhamos no passado. O diretório estadual do PSB tem sido excludente, em todos os sentidos.

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As pessoas chegam, não tem identidade nenhuma para/com o socialismo, e têm  domínio pleno, sem ao menos abrir um espaço de diálogo com a militância.

Se houvesse essa voz que a militância pede dentro do partido, os rumos tomados por ele seriam diferentes?

Não tenhamos dúvidas quanto a isso. Uma vez que esse debate tem que ir à mesa para que as dúvidas venham a ser sanadas. Agora, não somos donos da verdade, mas não podemos aceitar que ela venha de forma tão acintosa contra a militância.

Há uma diferença ideológica dentro do partido?

A prática tem demonstrado isso de uma forma gritante.  Socialismo preconiza que socializar é comum a todos – nós temos sido segregados ao longo do tempo dentro do diretório estadual. Partido não é um produto da iniciativa privada, é uma instituição pública, tem inúmeros pensamentos que a agregam. Por isso que nós temos direito de colocar nossa visão, nossas propostas. Uma vez vencida, aceitaremos, mas temos direito de colocá-las para que a maioria possa optar a vir conosco. 

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