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Minas possui tecnologia para reflorestamento

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Universidade Federal de Lavras (Ufla), no Sul de Minas, desenvolveram, juntas, tecnologia própria para reflorestamento de matas ciliares, que pode ser aplicada na recuperação, por exemplo, da Bacia do Rio Doce, atingida por um acidente ambiental no ano passado; o conhecimento desenvolvido para a tecnologia já produziu resultados como a implantação de mais de 800 hectares de reflorestamento ciliar no entorno dos reservatórios da companhia, em 25 anos de parceria, e foi reunido no livro "Fundamentos e Métodos de Restauração de Ecossistemas Florestais – 25 anos de experiência em matas ciliares"

Resplendor- ES- Brasil- 12/11/2015- Imagem aéra mostra a a lama no Rio Doce, na cidade Resplendor. Foto: Fred Loureiro/ Secom ES (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Universidade Federal de Lavras (Ufla), no Sul de Minas, desenvolveram, juntas, tecnologia própria para reflorestamento de matas ciliares, que pode ser aplicada na recuperação, por exemplo, da Bacia do Rio Doce, atingida por um acidente ambiental no ano passado.

De acordo com a Samarco, responsável pela barragem de Fundão, em Mariana (MG), que se rompeu em novembro do ano passado, a tragédia resultado no despejo de cerca de 62 milhões de metros cúbicos de lama no meio ambiente. Segundo a mineradora, o montante é suficiente para encher 24 mil piscinas olímpicas (50 metros). Foram identificadas 17 pessoas que perderam a vida no desastre.

O conhecimento desenvolvido para a tecnologia já produziu resultados como a implantação de mais de 800 hectares de reflorestamento ciliar no entorno dos reservatórios da companhia, em 25 anos de parceria, e foi reunido no livro "Fundamentos e Métodos de Restauração de Ecossistemas Florestais – 25 anos de experiência em matas ciliares".

Para o reitor da Ufla, José Roberto Soares Scolforo, a tecnologia pode ser adotada na recuperação da Bacia do Rio Doce, após a tragédia ambiental de Mariana. "Os estudos realizados pela universidade procuraram abranger as mais diferentes e representativas fisionomias florestais de Minas Gerais. No livro, dois capítulos podem ser ligados diretamente ao processo de recuperação do Rio Doce: bioengenharia na restauração ecológica de taludes fluviais e recuperação de áreas mineradas sob o enfoque da reabilitação e da restauração ecológica", complementa.

O gerente de Gestão Ambiental da Cemig, Newton Schmidt, salienta que o livro é resultado de "vários experimentos de campo implantados em áreas remanescentes da Cemig e de proprietários lindeiros aos nossos reservatórios, consolidando anos de pesquisa na área de recuperação de matas ciliares e áreas degradadas, grande parte financiada pela Cemig, por meio de projetos de P&D e convênios com a Ufla".

O presidente da Cemig, Mauro Borges Lemos, destacou a importância dos projetos de P&D e as parcerias com as universidades e instituições de pesquisa. "A Cemig sempre foi pioneira no desenvolvimento científico, e nossos P&Ds já representam conquistas importantes em várias áreas, principalmente em relação ao uso da energia elétrica. E a parceria com as universidades se mostrou essencial para que esse caminho seja cada vez mais promissor", salienta.