Minas será o foco da reforma de Dilma
Objetivos principais são evitar a debandada do PMDB mineiro, presidido por Toninho Andrade (acima), que será ministro da Agricultura, para os braços de Aécio Neves, e garantir o apoio do PSD não apenas à reeleição de Dilma, em 2014, como também à candidatura de Fernando Pimentel, ao governo de Minas; por isso mesmo, Paulo Simão (abaixo) deverá comandar a Secretaria da Aviação Civil
247 – O coração da arrastada reforma ministerial do governo Dilma, que vem sendo costurada e deve ser anunciada nos próximos dias, se chama Minas Gerais. A presidente tem duas preocupações centrais: evitar a debandada de aliados para o colo do senador Aécio Neves (PSDB/MG) e garantir, ainda, a adesão de outros partidos não apenas à sua reeleição, mas também à candidatura de Fernando Pimentel ao Palácio da Liberdade, em 2014.
Um movimento já dado como certo é a nomeação de Toninho Andrade, presidente do PMDB mineiro, como ministro da Agricultura, no lugar de Mendes Ribeiro. A surpresa seria a entrega da Secretaria Nacional da Aviação Civil para outro mineiro, o empresário Paulo Simão, que é filiado ao PSD, de Gilberto Kassab, e foi presidente da Câmara Brasileira de Infraestrutura.
O convite ao PSD, que levará também a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, visa amarrar de vez o partido, que vinha flertando com o pernambucano Eduardo Campos, do PSB. Além disso, Paulo Simão também já assumiu o compromisso de apoiar o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que, em 2014, disputará o Palácio da Liberdade. Ou seja: ao mesmo tempo em que tenta reduzir o magnetismo de Aécio Neves, Dilma busca construir um palanque forte no segundo maior colégio eleitoral do País.
