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Mistério em Anápolis: Diretora de escola e companheira são encontradas mortas

A morte das duas mobilizou a comunidade escolar de Anápolis, especialmente pessoas que conviveram com Tatiana ao longo de sua atuação

Tatiana Chagas dos Santos e a companheira foram encontradas mortas em casa — Foto: Arquivo pessoal/Mayara Millena (Foto: Reprodução)
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247 - A diretora escolar Tatiana Chagas dos Santos, de 51 anos, e a companheira dela, de 42, foram encontradas mortas dentro da casa onde moravam, em Anápolis, no centro de Goiás, na madrugada deste domingo (21). As informações são do g1 Goiás.

De acordo com a Polícia Militar, os corpos estavam em um imóvel no Jardim América. Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionada e constatou as mortes ainda no local. A Polícia Civil investiga o caso e aguarda o resultado das perícias.

Tatiana era diretora do Colégio Estadual Professor Heli Alves e atuava havia mais de duas décadas na educação pública goiana. A morte da gestora provocou comoção entre amigos, estudantes, ex-alunos e colegas de trabalho, que publicaram mensagens de pesar nas redes sociais.

A Polícia Técnico-Científica também foi chamada para realizar a perícia no imóvel e dar andamento aos procedimentos necessários. Até a atualização da reportagem original, não havia divulgação oficial sobre a causa das mortes nem sobre as circunstâncias em que elas ocorreram.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc/GO) lamentou a morte de Tatiana e destacou sua trajetória profissional na rede pública. Segundo a pasta, a educadora trabalhou por 22 anos na educação estadual, era formada em História e exercia função de gestora escolar desde 2018.

“Ao longo de sua carreira, deixou uma contribuição significativa para a educação em Goiás, sendo reconhecida pelo profissionalismo, pela dedicação ao serviço público e pela defesa de uma educação de qualidade para todos”, afirmou a Seduc.

A secretaria também ressaltou que Tatiana construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a aprendizagem, pela liderança e pelo cuidado com estudantes, professores e a comunidade escolar. A pasta manifestou solidariedade a familiares, amigos, colegas de trabalho e alunos.

Segundo Mayara Millena, amiga do casal havia 14 anos, Tatiana e a companheira mantinham um relacionamento de três décadas. Em uma publicação nas redes sociais, ela lamentou a perda das amigas e escreveu: “Obrigada por tudo que vivemos juntas”.

Uma ex-aluna de Tatiana também prestou homenagem e afirmou que a relação de afeto com a educadora ultrapassava o ambiente escolar. “Além de minha professora e diretora, também foi minha amiga. Tanto ela quanto a Vanessa, e ter essa notícia trágica hoje é um momento de muita dor”, disse.

A morte das duas mobilizou a comunidade escolar de Anápolis, especialmente pessoas que conviveram com Tatiana ao longo de sua atuação como professora e diretora. Nas manifestações públicas, alunos e ex-alunos destacaram a presença da educadora na formação de diferentes gerações.

A Polícia Civil segue responsável pela investigação. O resultado dos exames periciais deverá auxiliar na identificação das causas das mortes e no esclarecimento das circunstâncias do caso.