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Modelo de urbanização em xeque na cidade do Recife

Contrrios ao projeto Novo Recife, que prev a construo de treze torres no Cais Jos Estelita, mais de dois mil recifenses esto previstos para se reunir no local, ao longo do dia, a fim de protestar contra o modelo de urbanizao da cidade, atravs de manifestaes artsticas

Modelo de urbanização em xeque na cidade do Recife (Foto: Divulgação)
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Beatriz Braga _PE247 - Teve início nesta manhã o movimento que ocupará o Cais José Estelita, no Centro da cidade, antes que o projeto Novo Recife tome o espaço. Contrários ao Consórcio que prevê a construção de treze edifícios na Rua Engenheiro José Estelita, mais de 2 mil pessoas confirmaram presença, no Facebook, para o protesto de hoje. A ideia é ocupar a orla portuária com oficinas, bicicletadas, debates, piquenique, grafitagem, shows e, enfim, muita arte contra a verticalização de uma das paisagens consideradas mais bonitas da cidade.

Entre os rostos do heterogêneo grupo que promete não desocupar o Estelita até ás 16h, personalidades da cena artística recifense confirmaram presença, como: Claudio Assis (Amarelo Manga, Baixio das Bestas), Adelina Pontual (Véio, O Pedido), Johnny Hooker, Fabio Trummer (Banda Eddie), Fernando Peres, Xico Sá (jornalista), Lala K e Catarina Deejah (DJ's).

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O primeiro dessa lista, inclusive, “invadiu” o evento prévio do Rio Clima, na última sexta (13), e entregou uma carta do grupo idealizador do protesto, o Direitos Urbanos, ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos. No envelope, a síntese da sua revolta:

“Causa-nos indignação profunda que o poder público local esteja fascinado com uma ideia de desenvolvimento e progresso há muito ultrapassada, comprometido com um modelo de cidade que é excludente, predatório e violento, permanecendo ao lado dos grandes empreendimentos imobiliários de luxo (...), financiando a expulsão da população pobre, através de valorização imobiliária sem contrapartida de desenvolvimento social”, dizia o trecho da carta.

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 A atual polêmica parece ter despertado a necessidade de se discutir a área central da cidade, sua preservação e revitalização, debate que hibernava no Recife. De um lado, o grupo de empresas, que engloba as construtoras Moura Dubeux e Queiroz Galvão, apresenta ao governo solução a uma área há décadas rendida ao ostracismo e degradação. Do outro, representantes da sociedade civil não concordam com a restrição do local às torres, sendo algumas previstas com mais de quarentas andares, e questionam o modelo de urbanização adotado nas últimas décadas.

“Ensino os meus alunos a construir. Eu não tenho a intenção de impedir o progresso nem a transformação necessária da cidade, mas isso deve ser feito, sobretudo, segundo a ética (...). O Cais José Estelita é uma área especial para a qual nós devemos nos voltar e devemos garantir esse descortino não só, eu volto a dizer, para uma camada que tem acesso à compra daqueles imóveis, mas para a população da cidade como um todo. Então aquela área não pode ficar restrita ao uso ou ao usufruto de uma pequena parcela da população”. Explicou o professor do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Tomás Lapa, na audiência pública, realizada, em 22 de março, para discutir o projeto.

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Os manifestantes de hoje pretendem, como ficou claro nas suas manifestações virtuais, mostrar ao governo que desejam uma forma diferente de ocupação da cidade e, para levar essa mensagem, nada mais emblemático do que a arte.

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