Momentos de desespero: mulher é perseguida por desconhecido e espancada em metrô de SP'
De acordo com o relato da vítima, a violência começou depois que o suspeito teria perseguido sua amiga
247 - A auxiliar de compras Larissa Ramos Raudenberg, de 24 anos, teve o maxilar, o nariz, o joelho esquerdo e três dentes quebrados após ser agredida na noite de segunda-feira, 15 de junho, na estação Parada Inglesa, da Linha 1-Azul do Metrô, na Zona Norte de São Paulo.
As informações são do g1. O caso foi registrado no 73º DP (Jaçanã) como lesão corporal, mas a vítima afirma que o episódio deve ser investigado como tentativa de feminicídio. Ela deve prestar nova queixa à polícia após realizar exame de corpo de delito nesta quarta-feira, 17 de junho.
Segundo o boletim de ocorrência, Larissa entrou na estação e se posicionou na plataforma de embarque no sentido Tucuruvi quando passou a ser agredida de forma repentina por um homem identificado como Rodrigo de Oliveira, de 25 anos.
De acordo com o relato da vítima, a violência começou depois que o suspeito teria perseguido sua amiga, Ana Claudia Calbo de Oliveira. Larissa contou que Rodrigo teria feito um breve contato visual com Ana Claudia e, em seguida, corrido atrás dela dentro da estação.
Ao tentar fugir, a amiga de Larissa se afastou do agressor. Nesse momento, segundo o relato, o homem atingiu Larissa, que estava mais próxima dele, e a derrubou com um chute no joelho. A partir daí, a auxiliar de compras sofreu uma série de agressões que resultaram em múltiplas fraturas.
Larissa afirma que o ataque não teve motivação patrimonial e nega que se tratasse de um assalto. Para ela, a violência teve características de tentativa de feminicídio.
“Não foi roubo, ele queria que eu morresse”.
A jovem sofreu ferimentos graves no rosto e no corpo. Além do maxilar e do nariz quebrados, ela teve três dentes fraturados e lesão no joelho esquerdo. O conjunto de ferimentos levou a vítima a buscar atendimento médico e a reunir documentos para complementar a ocorrência policial.
A defesa da vítima deve pedir uma reavaliação da tipificação do caso após a realização do exame de corpo de delito. A intenção é que a investigação considere a gravidade das agressões e a alegação de que houve tentativa de feminicídio.
O caso ocorreu em uma estação movimentada da Linha 1-Azul, uma das principais do sistema metroviário de São Paulo. A dinâmica relatada pela vítima indica que a agressão teria ocorrido de maneira inesperada, enquanto ela aguardava o embarque na plataforma.
A Polícia Civil registrou inicialmente a ocorrência como lesão corporal. A nova manifestação de Larissa às autoridades deverá acrescentar detalhes sobre a sequência das agressões, os ferimentos sofridos e a interpretação da vítima de que o ataque não foi um crime comum.
A investigação deve apurar as circunstâncias da violência, a conduta do suspeito dentro da estação e a sequência de ações que levou às lesões sofridas por Larissa. O exame de corpo de delito será uma das etapas para documentar formalmente a extensão dos ferimentos.
