‘Moro chama visita de privilégio e receber penduricalhos chama de direito’
O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) criticou Sergio Moro, responsável pelo julgamento dos processos da Operação Lava Jato em primeira instância jurídica. "O juiz arbitrário Sérgio Moro inverte todos os princípios jurisdicionais. Ele chama o direito do presidente @LulapeloBrasil receber visitas de 'privilégio'. E o privilégio de receber penduricalhos como auxílio moradia, ele classifica como direito", escreveu o parlamentar no Twitter
SP 247 - O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) criticou Sergio Moro, responsável pelo julgamento dos processos da Operação Lava Jato em primeira instância jurídica. "O juiz arbitrário Sérgio Moro inverte todos os princípios jurisdicionais. Ele chama o direito do presidente @LulapeloBrasil receber visitas de "privilégio". E o privilégio de receber penduricalhos como auxílio moradia, ele classifica como direito", escreveu o parlamentar nesta quarta-feira (11) no Twitter.
Moro impediu governadores do Nordeste de visitarem nesta terça-feira (10) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba (PR), onde está preso depois de ter sido condenado sem provas no processo do triplex no Guarujá (SP), acusada de ter recebido o apartamento como propina da OAS.
Sobre a crítica de Teixeira ao auxílio-moradia, a polêmica saiu na imprensa após uma matéria da Folha de S. Paulo, publicada em fevereiro, apontar que Moro recebe R$ 4.378 deste benefício, mas, com salário-base de R$ 28.948, remuneração bruta dele chega a R$ 34.210, se somados os benefícios. Vale ressaltar que o valor está acima do teto constitucional do setor público, de R$ 33.763. Em determinados meses, o valor pode ser ainda maior. Em dezembro de 2017, por exemplo, o juiz ganhou R$ 6.838 em gratificações, aumentando o salário para R$ 41.047.
Ao justificar o benefício, Moro disse “o auxílio-moradia é pago indistintamente a todos os magistrados e, embora discutível, compensa a falta de reajuste dos vencimentos desde 1 de janeiro de 2015 e que, pela lei, deveriam ser anualmente reajustados".